ACES Almada/Seixal: Muita procura numa USF que está longe do hospital
Um número crescente de pessoas está a inscrever-se na unidade de saúde familiar (USF) Fernão Ferro Mais nos últimos anos, o que exige maior resposta por parte dos seus profissionais de saúde. Maria Antónia Alvito, a coordenadora, realça o papel da Unidade nesta região, situada longe do hospital de referência e onde os transportes não são muito regulares.
Face ao aumento do número de pedidos de inscrição na USF Fernão Ferro Mais, uma unidade do ACES Almada/Seixal, não é de estranhar que, quando se entra, a sala de espera esteja cheia de utentes que aguardam pela sua vez para marcar ou confirmar consulta.
A população é envelhecida – o índice de dependência de idosos é de 37,8% –, mas o aumento de inscritos também leva a que haja muitos pais com crianças, algumas com poucos dias ou meses de vida.
Como refere Maria Antónia Alvito, “as pessoas também recorrem aos nossos serviços por problemas emergentes, devido à distância a que se encontra o hospital”.
20 anos de trabalho em equipa
A USF Fernão Ferro Mais foi das primeiras a surgir em Portugal, tendo integrado o projeto Alfa, que foi ”o embrião das USF”. Inaugurada em 11 de setembro de 2011, foi festejado o ano passado o 10.º aniversário como USF e os 20 anos desde que se constituiu como projeto Alfa.
“Fomos também das primeiras, a nível nacional, a passar a modelo B”, salienta a coordenadora. Ao todo, são 13.699 inscritos, sendo que, destes, 3180 são pessoas com mais de 65 anos, para nove médicos – três dos quais trabalham a tempo parcial –, sete enfermeiras e cinco secretárias clínicos.
A equipa tem a particularidade de, com a exceção de um médico, ser constituída por mulheres
Modelo USF contribuiu para “amadurecimento da equipa”
Tendo integrado a fase inicial da criação e da implementação do modelo USF, Maria Antónia Alvito considera que a aposta cada vez maior neste modelo organizacional de CSP é uma mais-valia a todos os níveis.
Diz sentir que os principais benefícios face ao modelo antigo de centro de saúde foi “o amadurecimento na organização da equipa e uma maior exigência na contratualização, o que leva, por sua vez, a uma maior disponibilidade e flexibilidade para atingir níveis contratualizados, quer sejam os de acessibilidade como os de desempenho e os de eficiência económica”.
Na prática, pode-se dizer que também se sente “um acréscimo no risco e nas responsabilidades”. Contudo, isso não impediu que as pessoas continuassem empenhadas e motivadas.

A reportagem completa pode ser lida na edição de dezembro do Jornal Médico.


