Anemia: Os profissionais da MGF têm um papel fundamental no combate a «esta epidemia oculta»

A anemia e a dádiva de sangue, a anemia no doente oncológico e a anemia na mulher grávida são alguns dos temas que estão em debate, durante hoje e amanhã, na reunião do Anemia Working Group Portugal – Associação Portuguesa para o Estudo da Anemia (AWGP), presidida por António Robalo Nunes.

Em declarações à Just News, o especialista salienta que um em cada cinco portugueses adultos sofre de anemia. Na sua opinião, os profissionais da Medicina Geral e Familiar têm um papel fundamental no combate a “esta epidemia oculta”.

“É preciso dar mais atenção à anemia, que é um sinal de alerta e não um diagnóstico final. Estamos perante uma epidemia oculta, que nem sempre é valorizada pela população e pelos profissionais de saúde, apesar de se tratar de uma questão de saúde pública”, refere António Robalo Nunes.

De acordo com o estudo EMPIRE, realizado pelo AWGP, em 2013, existem 19,9% de portugueses adultos com anemia, o que corresponde a um em cada cinco portugueses.

A principal causa de anemia em Portugal é a deficiência em ferro, que pode dever-se, antes de mais, a questões nutricionais.

”A alimentação desequilibrada e pouco diversificada contribui para este problema de saúde, mas há que ter em conta que se trata de uma realidade multifatorial”, salienta António Robalo Nunes.

O especialista realça o papel dos médicos de família: “Os médicos estão muito habituados a optar, de imediato, pela terapêutica com ferro. De facto, é necessário investigar sempre para se prevenir outros problemas de saúde mais graves”. Além disso, “esta opção terapêutica pode camuflar doenças graves”.

António Robalo Nunes dá especial atenção ao grupo da MGF por se tratar de profissionais que estão mais próximos dos doentes. “O AWGP dá-lhes um certo destaque pela sua importância. O primeiro contacto do doente é com o seu médico de família e é este que, ao conhecer o historial clínico, consegue suspeitar, em primeira linha, da causa que pode estar por detrás da anemia.” Este responsável refere, ainda, que “é essencial dar mais formação a este grupo profissional, assim como criar canais que ajudem a referen-

Sob o lema "Um Desafio para o Século XXI", a reunião do AWGP – APEA, que se realiza pela segunda vez, reúne vários especialistas de saúde e tem, como responsável, Dialina Brilhante, diretora do Serviço de Imunoterapia do Instituto Português de Oncologia de Lisboa.

O programa pode ser consultado aqui.

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