APAPE e IPRC juntam profissionais para falar sobre arritmias

Cardiologistas, técnicos de Cardiopneumologia e enfermeiros reuniram-se para debater os melhores métodos de tratamento em Arritmologia no Arritmias 2015. “Verifica-se um desenvolvimento muito grande nas terapêuticas e nas técnicas e os vários profissionais de saúde têm de as discutir para saberem quais as que melhor se adequam aos diferentes casos clínicos”, referiu Francisco Morgado, presidente de Direção da Associação Portuguesa de Arritmologia, Pacing e Eletrofisiologia (APAPE). O evento é organizado, anualmente, em parceria com o Instituto Português do Ritmo Cardíaco (IPRC), presidido por Daniel Bonhorst.

Francisco Morgado disse à Just News que no evento se deu destaque “a procedimentos como a ablação por cateter na taquicardia, assim como às várias técnicas que devem ser utilizadas para prevenir a morte súbita causada por arritmias, como a implementação de desfibrilhadores subcutâneos”. A terapia de ressincronização cardíaca (TRC) na insuficiência cardíaca também esteve em debate, “devido à sua relevância no tratamento das arritmias”.

Apesar da crise, o responsável da APAPE realçou o esforço em continuar-se a inovar. “Neste evento, deu-se ainda enfoque a novos dispositivos, como o life-jacket, um colete salva-vidas que funciona como um desfibrilhador.”



Daniel Bonhorst sublinhou a importância desta reunião anual, que junta as duas entidades e na qual se consegue “(in)formar os vários profissionais de saúde que trabalham na área da Arritmologia sobre os avanços que vão surgindo”. E relembra: “Esta formação contínua é essencial, porque os tratamentos estão sempre a evoluir, apostando-se hoje mais em dispositivos do que em fármacos antiarrítmicos.” 

Além da presença de cardiologistas, os enfermeiros que trabalham nesta área e os técnicos de Cardiopneumologia também estiveram presentes, como habitual, tendo sido realizadas mesas-redondas e reuniões conjuntas para falarem sobre os desafios que enfrentam na sua prática clínica.

260 foi o número de inscritos no evento, “o que demonstra a importância de se debater as inovações que mudam a forma como os profissionais trabalham e, inevitavelmente, a qualidade de vida dos doentes”.

Quanto ao futuro, tanto Francisco Morgado como Daniel Bonhorst acreditam que é “muito positivo, apesar da crise”, porque as inovações continuam a surgir e as técnicas atuais têm melhorado a qualidade de vida de quem sofre de algum tipo de arritmia.




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