APECS comemora 25.º aniversário no último dia do XI Congresso de VIH/SIDA

A cerimónia de comemoração do 25.º aniversário da APECS (Associação Portuguesa para o Estudo Clínico da SIDA) marcou o último dia do XI Congresso Nacional de VIH/SIDA, que terminou esta sexta-feira, em Coimbra. Joaquim Oliveira, presidente da APECS, falou em nome da Direção, saudando os fundadores da Associação e lembrando os que já desapareceram.



Dirigindo-se aos presentes na sala, Joaquim Oliveira afirmou: “Este momento é sobretudo um exercício de memória e de gratidão, mas é também um apelo, sobretudo aos mais jovens que ainda não são associados, para que se juntem à APECS, e aos associados, para que participem mais ativamente na vida da Associação.”



Antes da apresentação de um filme que procurou recordar que tempos se viviam há 25 anos, no que diz respeito à epidemia de SIDA (síndroma da imunodeficiência adquirida), que evoluía sem armas terapêuticas eficazes, Joaquim Oliveira lembrou ainda três nomes de relevo já desaparecidos: Victor Pombo, Rui Corte-Real e José Luís Champalimaud.



Formalmente criada no dia 23 de novembro de 1991, a APECS teve como seu primeiro presidente o infeciologista Rui Proença, na altura, diretor do Serviço de Medicina e Doenças Infeciosas do Hospital Curry Cabral, um dos protagonistas da curta-metragem ontem visionada na sala de conferências. Pela presidência da APECS passaram depois António Meliço-Silvestre, Henrique Lecour, Lino Rosado, António Vieira, Rui Sarmento e Castro e, finalmente, Joaquim Oliveira.

Há um quarto de século, não era fácil lidar com o VIH (vírus da imunodeficiência humana). O pediatra Lino Rosado apareceu no filme a admitir que se viu obrigado a assinar declarações que atestavam que crianças portadoras do VIH não tinham qualquer doença infeciosa, de forma a poderem frequentar a escola.


Kamal Mansinho e Joaquim Oliveira.

Mas não foram só o medo e a discriminação que marcaram o início dos anos 90. António Meliço-Silvestre, que era então diretor do Serviço de Doenças Infeciosas dos Hospitais da Universidade de Coimbra, referiu-se às parcas condições que existiam na altura a nível hospitalar, citando, como exemplo, o facto de se colocarem os doentes em quartos de isolamento que, na verdade, não o eram.

Francisco Antunes, que era o diretor do Serviço de Doenças Infeciosas do Hospital de Santa Maria, recordou as dificuldades sentidas, há 25 anos, a nível terapêutico, realidade hoje completamente alterada.



O XI Congresso Nacional de VIH/SIDA realizou-se, à semelhança do que tem acontecido a cada 2 anos, em simultâneo com o XIII Congresso Nacional de Doenças Infeciosas e Microbiologia Clínica, numa organização conjunta da APECS e da SPDIMC.


Joaquim Oliveira, Odette Ferreira e Rui Proença.


Direção da APECS: Teresa Branco, Joaquim Oliveira, Célia Oliveira e Carmela Pineiro (ausente na foto: Luís Trindade).


Podem ser consultadas mais fotos do XI Congresso de VIH/SIDA na Galeria de imagens.




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