APMGF: as especificidades dos ´cuidados de saúde primários do trabalho` não são responsabilidade dos médicos de família

A Direção Nacional da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF) lançou um comunicado, onde salienta a sua surpresa e apreensão perante a publicação da Portaria 112/2014, de 23 de maio, sobre ´cuidados de saúde primários do trabalho` e lamenta não ter sido ouvida.

Considera a Associação que "as especificidades dos ´cuidados de saúde primários do trabalho` a que se refere a portaria – um conceito que desconhecemos – são da responsabilidade dos médicos de Medicina do Trabalho e dos médicos de Saúde Pública, não dos médicos de família".

No mesmo comunicado, a APMGF refere que o "cenário atual de carência de médicos de família, sobejamente conhecido pela tutela e sentido pelos cidadãos, esta portaria agrava o acesso aos cuidados de saúde, debilita os centros de saúde e as unidades de saúde familiar e ainda prevê uma necessidade de formação", acrescentando "que a aplicação desta portaria é impraticável" e apelando ao Ministério da Saúde para que revogue a referida portaria.

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