Assistentes técnicos são «fator crítico de sucesso nas instituições de saúde»

Apostar na integração em equipa e na formação comportamental e relacional dos assistentes técnicos foi a principal mensagem das 1.as Jornadas dos Assistentes Técnicos da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), que decorreram no final do ano passado, em Lisboa.

A propósito desta iniciativa, e em declarações à Just News, Joana Chêdas, responsável pelo Departamento de Planeamento e Contratualização da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), defende "mais formação para este grupo profissional que tem um grande impacto no setor da Saúde".

De acordo com a responsável, que integrou a Comissão Científica da reunião, não há qualquer dúvida: “É extremamente importante que comecemos a desenvolver instrumentos para integrar os novos profissionais no espírito e na cultura da equipa, porque dessa forma mais facilmente se sentirá motivado, espelhando assim a sua satisfação quando está em contacto com os utentes.”

Joana Chêdas realça que, no caso dos assistentes técnicos que trabalham diretamente com o cidadão, é essencial mudar alguns aspetos. “Acredito que a maioria das queixas que temos atualmente poderiam ser muito menos se se apostasse na formação comportamental – verbal e não-verbal, de modo que se endereçassem da melhor maneira as questões que surgem com os utentes”.



Assistentes técnicos "dão a primeira ajuda"

A responsável considera que “os assistentes técnicos são o rosto da instituição, a porta de entrada, daí esta necessidade de dar mais atenção às competências comunicacionais e relacionais”, acrescentando: "são um fator crítico de sucesso nas instituições, são eles que dão a primeira ajuda para que os cidadãos compreendam os seus direitos e deveres”.

Quanto a outros desafios, a responsável enfatiza as mudanças que devem ocorrer no Sistema Integrado de Gestão e Avaliação do Desempenho na Administração Pública (SIADAP). “Ao longo do tempo temos assistido a melhorias neste sistema, mas ainda falta, na minha opinião pessoal, avaliar estes profissionais com base em objetivos como acontece com os restantes elementos ou não estivessem também os AT integrados em equipas multidisciplinares.”


"Mais um passo"

Relativamente às Jornadas, Joana Chêdas vê com satisfação a sua realização, que são “mais um passo para que os assistentes técnicos também tenham voz e vejam reconhecido o seu trabalho, quer seja diretamente com o cidadão ou no backoffice”.

A coordenadora do Departamento de Planeamento e Contratualização da ARSLVT foi, aliás, uma das intervenientes da reunião, na qualidade de moderadora de uma mesa redonda precisamente sobre "o perfil dos assistentes técnicos na saúde".

No evento, além da participação de vários assistentes técnicos, dos cuidados de saúde primários e dos hospitais, marcaram igualmente presença administradores hospitalares, gestores e técnicos superiores.


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