Carlos Andrade Costa vai liderar a transição do Hospital de Vila Franca de Xira para o setor público

Carlos Andrade Costa, presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo até ao dia 18 de maio, vai ser o responsável pela transição do Hospital de Vila Franca de Xira para o sector público, no âmbito da reversão da Parceira Pública Privada (PPP) que tem gerido esta Unidade Hospitalar. O processo tem início já em junho.

"Uma experiência inesquecível"

Ao cessar funções, Carlos Andrade Costa fez questão de recordar alguns dos momentos mais marcantes e agradecer aos funcionários do CHMT: "Faço-o com a consciência de que encerro, assim, um dos períodos mais gratificantes do meu percurso profissional de quase trinta anos na gestão de hospitais. A experiência de ter servido o CHMT é inesquecível e, sinceramente, muito fico a dever a todos".



O administrador hospitalar aproveitou para destacar o trabalho realizado nos últimos quase sete anos, afirmando que "nestes seis anos e muito, pudemos acrescentar muito valor ao nosso CHMT. Desde logo no enriquecimento dos seus recursos humanos, que cresceram em valores muito consideráveis. Em 30 de junho de 2014 o CHMT contava com 1.690 profissionais no seu respetivo Quadro de pessoal. A 31 de março de 2021, já eramos 2.105."

Mais de 15 milhões de investimento

Entre julho de 2014 e março de 2021 foram investidos no CHMT cerca de 15,6 milhões de euros. Valor que, segundo Carlos Andrade Costa, "crescerá muito, se considerarmos os investimentos aprovados e que se encontram agora em fase inicial" e dá os exemplos da instalação da Ressonância Magnética, o novo aparelho de TAC ou a criação da valência de internamento em Fisiatria. Mas não só.

É indicado igualmente o investimento na Requalificação da Urgência Médico-Cirúrgica, bem como as novas instalações para o Serviço de Gastroenterologia. "Com todos estas iniciativas ultrapassamos os 20 milhões de euros em investimentos", sublinha.


Desde dezembro de 2019 que o Centro Hospitalar do Médio Tejo tem "um verdadeiro Centro de Acessos Vasculares"

Investimento numa "prática clínica diferenciada"


Neste balanço realizado por Carlos Andrade Costa, nem tudo se resume à "expressão financeira". É o caso da criação do Hospital de Dia de Medicina Interna ou a criação da Unidade de Hospitalização Domiciliária, que "enfatizaram a importância da Medicina Interna numa prática clínica diferenciada, como aquela que sempre distinguiu o CHMT". 

E acrescenta: "Dotar cada uma das três Unidades hospitalares do CHMT com um aparelho de Tomografia Axial Computorizada e, ainda, a Urgência Médico-Cirúrgica de um aparelho de Ressonância Magnética – a primeira pública no Distrito de Santarém – foi um compromisso assumido como imprescindível para a inequívoca diferenciação do parque tecnológico do CHMT e aumento da segurança clínica."


Elementos da equipa que deu início ao programa de Hospitalização Domiciliária do CHMT

Entre outros aspetos, Carlos Andrade Costa menciona ainda a requalificação das instalações da Urgência Médico-Cirúrgica: "Está, agora, a ser tramitada em termos de procedimentos concursal para escolha da entidade que concretizará este investimento muito relevante para a afirmação do CHMT, projetando a sua importância estratégica."

Já o investimento no Serviço de Patologia Clínica, "muito acelerado pela pandemia", é considerado outro marco no CHMT, tornando-se "imprescindível na capacidade de testagem em toda a Região de Lisboa e Vale do Tejo".


”Esta instalação marca o início da revolução verde no CHMT”, afirmava Carlos Andrade Costa (junho 2020) na apresentação da obra de instalação de painéis fotovoltaicos (Torres Novas)


A satisfação do "dever cumprido" fica evidente para Carlos Andrade Costa: "Em seis anos muito se fez, com o extremo empenho de todos. E neste último ano, ao atravessarmos toda a turbulência provocada pela pandemia, o CHMT deu a todo o Serviço Nacional de Saúde inequívocos exemplos da sua enorme maturidade Institucional e competências clínicas."

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