Carlos Vasconcelos homenageado nas Jornadas sobre a Infecção VIH

Carlos Vasconcelos, diretor da Unidade de Imunologia Clínica do Hospital de Santo António, no Porto, foi alvo de uma homenagem no final das XVI Jornadas sobre a Infecção VIH. Telo Faria, presidente do evento, afirma que Carlos Vasconcelos "é uma pessoa de relevância na Medicina Interna, na Imunologia em geral e, também, na infeção VIH", acrescentando: "tem feito um trabalho muito meritório no contexto da medicina”.

A homenagem, que incluiu uma passagem de fotografias biográficas de Carlos Vasconcelos, esteve a cargo de Isabel Almeida, assistente hospitalar graduada da Unidade de Imunologia Clínica do Hospital de Santo António, e Telo Faria, presidente das jornadas e coordenador do Núcleo de Estudos da Doença VIH da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI).



Medicina Interna: "é possível ir sempre mais longe"

Carlos Vasconcelos nasceu em 1952. É natural de uma localidade próxima do Porto, S. João da Madeira, mas desde os 13 anos que vive na invicta, considerando-se, por isso, portuense e portista. Licenciou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina do Porto, tendo entrado no Hospital de Santo António em janeiro de 1977.

Desde cedo que percebeu que o seu campo era a Medicina Interna, porque “é uma das especialidades em que é possível ir sempre mais longe”, pois, há diversos tipos de Medicina Interna. Por outro lado, “trata-se de uma especialidade pluripotencial, o que permite a diferenciação em variadíssimas áreas”, o que “não significa que todos tenham a capacidade de fazer tudo, mas todos têm a capacidade de fazer o que quiserem, desde que trabalhem e se diferenciem na área”.

Além da Medicina Interna, Carlos Vasconcelos percebeu que a Imunologia era claramente um caminho a percorrer e, durante o internato, fez um ano de Imunologia. “Mesmo durante o estágio em Medicina Interna, ia todos os dias entre as 16.00 h e as 19.00 h para o Laboratório, precisamente porque me apaixonei por esta área”, indica, desenvolvendo que começou pelas imunodeficiências adquiridas, ainda antes de saber, em 1982, que era provocada por um vírus.

O lúpus foi sempre uma paixão que o levou mais tarde a desenvolver uma tese de doutoramento nesta área. Casado com uma médica obstetra e pai de três filhas, Carlos Vasconcelos é karateca há muitos anos, uma arte que considera “essencial” na sua vida.

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