CHUC necessita de mais internistas e «já estão abertos concursos»

“Os internistas devem ser mais valorizados, evitando-se que desempenhem funções apenas na Urgência.” As palavras são de Adriano Rodrigues, diretor do Serviço de Medicina Interna B do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) e responsável, juntamente com Armando Carvalho, diretor do Serviço de Medicina Interna A, pelas 1.as Jornadas de Medicina Interna deste centro hospitalar, que se realizaram recentemente.



Adriano Rodrigues sublinhou, na sessão de abertura, que “faltam internistas no CHUC”, logo, é preciso “contratar, mas também dar perspetivas futuras de formação e investigação básica e clínica, para valorizar o trabalho de uma especialidade que é cada vez mais importante”.

Armando Carvalho, cuja presença também se deveu ao facto de ser presidente do Colégio da Especialidade de Medicina Interna da Ordem dos Médicos, relembrou que o CHUC deve ainda apostar na criação de uma Unidade de Cuidados Intermédios, “que iria trazer bastantes vantagens aos serviços de Medicina Interna, mas sobretudo aos doentes”.

As mesmas preocupações foram demonstradas por Jorge Crespo, vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI), ao sublinhar que “o problema do CHUC é nacional e que o facto de os internistas estarem alocados apenas às Urgências é apenas a ponta do icebergue de um problema de maior escala”.



"Peça fundamental na articulação com outras especialidades"

José Martins Nunes, presidente do Conselho de Administração dos CHUC, disse, por sua vez, que compreende a preocupação existente, “mas já estão abertos concursos para se contratarem mais médicos de Medicina Interna, ou não fossem estes uma peça fundamental na articulação com outras especialidades”. O responsável referiu ainda que a falta de internistas se deveu à falta de abertura de concursos, devido ao período de crise que se tem vivido no país.



Na sessão de abertura estiveram ainda presentes Armando Figueiredo, em representação do bastonário da Ordem dos Médicos, e José Tereso, presidente da ARS Centro. Ambos frisaram a importância da Medicina Interna como “uma especialidade charneira”.

Foi igualmente realçado o papel de Armando Porto, presente na sala, pelo seu trabalho como internista e pelos cargos que desempenhou, nomeadamente, como diretor do então Serviço de Medicina dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC), como presidente da SPMI e como membro titular da Academia Nacional de Medicina de Portugal.



Segundo a Comissão Organizadora, com a realização deste evento os internistas do CHUC "recuperam um espaço de formação, discussão, partilha de experiências e convívio que existiu no passado, com as 25as Jornadas de Medicina Interna de Coimbra e o 9º Fórum de Medicina Interna", reuniões iniciadas por Armando Porto.










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