Congresso da SPC comprova «estado da vitalidade da Cardiologia nacional»

“Cada Congresso acresce, ano após ano, um degrau à história da SPC, enquanto sociedade científica, na produção da atualização do conhecimento na área cardiovascular.” Quem o afirmou foi Dulce Brito, presidente do XXXVI Congresso Português de Cardiologia, a decorrer em Albufeira desde sábado.

Dulce Brito salientou, durante a cerimónia de abertura, que “foram submetidos 755 trabalhos originais, o que comprova o estado da vitalidade da Cardiologia nacional”.



“O Congresso da nossa Sociedade é a maior reunião nacional de educação médica continuada, fundamental para servir a saúde da população portuguesa”, referiu Dulce Brito, que coordena a Consulta de Doenças do Miocárdio do CHLN, lembrando a oportunidade para partilhar experiências, confrontar e debater práticas, questionando-se conceitos e estreitando-se relações com outras sociedades científicas nacionais e internacionais.

“Num mundo em constante mudança, as enormes possibilidades das áreas de diagnóstico e intervenção terapêutica devem ser aplicadas com temperança, seguindo uma evidência científica e uma racionalização adequada ao contexto global do doente”, indicou, observando que o programa científico deste Congresso foi constituído em torno destes conceitos e seguindo as seguintes vertentes: inovação, intervenção e prevenção.

“O programa é vasto e diversificado, no qual se debatem as questões mais prementes e de maior interesse para os cardiologistas e especialistas de outras áreas, não esquecendo outros profissionais de saúde cardiovascular”, termina.



SPC: uma das mais relevantes sociedades científicas

Ao cumprir 65 anos de existência, a SPC revela-se, segundo Silva Cardoso, seu presidente, uma das “maiores, mais organizadas e relevantes” sociedades científicas portuguesas, fruto da “cooperação generosa e consistente dos seus membros”.

“A nossa história coletiva mostra um continuado esforço de edificação daquilo que hoje somos. Está firme em nós a clara consciência do caráter de excelência da Sociedade a que pertencemos”, referiu o também coordenador da Clínica de Insuficiência Cardíaca e Transplante do Hospital de São João.

Fazendo um balanço deste último biénio, ou seja, do seu mandato, que vai agora cessar, enquanto presidente da SPC, Silva Cardoso refere que a sua Direção se assumiu herdeira desse vertiginoso passado. “Não obstante a fortíssima tradição na área da educação médica continuada, estabelecemos no nosso plano de ação o reforço de três eixos fundamentais: a investigação, a intervenção e a cooperação.”

Descrevendo a Sociedade de que é presidente como “fervilhante de projetos, que privilegia o diálogo com as outras sociedades nacionais e internacionais e orgulhosa do seu passado enquanto passaporte para o futuro”, Silva Cardoso observa que Miguel Mendes, seu sucessor, “será seguramente um extraordinário presidente”: “Conduzirá a nossa Sociedade a um patamar mais largo e de enorme significado.”

Esta cerimónia de abertura contou, também, com as intervenções de Fausto Pinto, presidente da Sociedade Europeia de Cardiologia, de Carlos Silva e Sousa, presidente da Câmara Municipal de Albufeira, e de Paulo Macedo, ministro da Saúde. Foi também feita uma cerimónia de homenagem às anteriores direções da SPC, com a participação de um conjunto de bailarinas.



Os presentes puderam ainda contar com um momento musical protagonizado por Silvestre Fonseca, tendo sido distribuída uma edição especial do CD Fados e Mornas, alusiva ao XXXVI Congresso Português de Cardiologia, deste compositor, professor e concertista de guitarra clássica.

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