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CRI Traumatologia Ortopédica: O primeiro ano de um «modelo perfeitamente inovador»

Ao fim de um ano de criação do Centro de Responsabilidade Integrado (CRI) Traumatologia Ortopédica do Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central (CHULC), a equipa organizou as 1.as Jornadas nos dias 18 e 19 de maio, em Lisboa.

Para João Varandas Fernandes, diretor do CRI, foi “um momento significativo, que permitiu a partilha de experiências interpares”.

Com vários oradores nacionais e estrangeiros, nomeadamente Niek Van Djik, considerado “o maior especialista” em patologia do tornozelo, abordaram-se várias temáticas do doente politraumatizado. Na sessão de abertura contou-se com a presença de Rosa Valente de Matos, presidente do Conselho de Administração do CHULC, e de Pedro Soares Branco, diretor clínico, que destacaram as mais-valias dos CRI.


Pedro Soares Branco, Rosa Valente de Matos e João Varandas Fernandes

"É um sinal de vitalidade e inovação"

No CHULC já foram criados, até ao momento seis CRI, esperando-se mais três nos próximos tempos. “O CRI é um modelo organizativo perfeitamente inovador. É um sinal de vitalidade e inovação, um caminho em que acreditamos”, disse Rosa Valente de Matos.

Para a responsável, é um modelo de organização que permite uma melhor adaptação aos desafios atuais. “É preciso uma gestão eficiente e sustentada, uma outra política de recursos humanos, que tenha em conta o perfil profissional de cada pessoa.”

Continuando: “O CRI não é algo aparte do centro hospitalar e permite dar dando resposta às competências e expectativas de cada um dos elementos da equipa.”

Medidas para evitar uma "deserção em massa"

Pedro Soares Branco também se mostrou satisfeito com a aposta neste modelo de organização e de gestão. Na sua intervenção destacou também uma outra questão que preocupa os atuais administradores de hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS): a fuga de profissionais.

Na sua opinião, não há qualquer dúvida quanto à necessidade premente de se tomarem medidas: “Temos que investir na integração e na criação de melhores condições para que não haja deserção em massa; os centros hospitalares universitários também devem ser uma das bandeiras do SNS.”


Elementos da equipa multidisciplinar do CRI Traumatologia Ortopédica do CHULC

Maior autonomia e responsabilização

Para João Varandas Fernandes, o balanço de um ano de CRI é “muito positivo”. “Há muito que se sentia esta necessidade de ter outro modelo de organização e gestão, porque o número de doentes politraumatizados que chegam ao Hospital de S. José é elevadíssimo e faltavam camas para internamento e um Bloco Operatório disponível todos os dias.”

Outro dos benefícios é a aproximação maior a outras especialidades e áreas, como Medicina Interna, Farmácia, Serviço Social, entre outras. “Por exemplo, precisamos de fisioterapeutas todos os dias do ano, porque recebemos doentes politraumatizados e monotraumatizados de uma vasta região.”

O CRI tem, atualmente, 23 camas, trabalhando-se em equipa multi e interdisciplinar com outras especialidades. Ao todo são 5 médicos ortopedistas, um médico internista, um fisiatra, 23 enfermeiros, dois fisioterapeutas, uma farmacêutica, 14 auxiliares de ação médica, uma assistente social e duas administrativas.


João Varandas Fernandes

Em suma: “Temos maior autonomia, melhor capacidade de resposta – que tem sido visível nos cuidados prestados no último ano – e mais responsabilidade.”

As Jornadas contaram com o patrocínio científico da Comissão Nacional de Trauma da Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia.

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