Cuidados na Comunidade: profissionais das UCC ajudam a dar «resposta mais concreta» à covid-19

As unidades de cuidados na comunidade (UCC) têm tido um papel de relevo no combate à covid-19 na região de Lisboa e Vale do Tejo (LVT), segundo Luís Pisco, presidente da Administração Regional de Saúde LVT.

Em declarações à Just News, o responsável sublinha que “são profissionais de saúde que conhecem o terreno e estão muito orientados para a educação para a saúde".


Lisboa e Vale do Tejo tem sido alvo de todas as atenções nos últimos tempos por causa do aumento de número de casos de infeção por SARS-CoV-2, mas a ARSLVT garante que tudo se tem feito para dar resposta aos problemas que vão surgindo, realçando o papel dos profissionais das UCC.

De acordo com Luís Pisco, “ao serem criadas equipas multidisciplinares no âmbito do combate à covid-19 em cinco concelhos da área Metropolitana de Lisboa, muitos dos seus elementos são das UCC, que conhecem bem as particularidades da população.”


Luís Pisco


Integrando também elementos da Segurança Social, Proteção Civil/Municípios e forças de segurança, tem sido possível desenvolver diariamente um vasto conjunto de contactos, de forma muito personalizada. a título de exemplo, somente no dia 30 de junho foram efetuados mais de 600 contactos.

“Realizam-se visitas a famílias e pessoas que vivem sozinhas, assim como ações de rua", refere Luís Pisco, acrescentando:

"Tendo em conta o conhecimento das UCC, tem sido possível dar assim uma resposta mais concreta às especificidades de alguns cidadãos, envolvendo os líderes formais e informais destas comunidades, traduzindo e adaptando inclusive a mensagem às diferentes culturas."

Os agrupamentos de centros de saúde (ACES) envolvidos foram os da Amadora, Lisboa Norte, Lisboa Central, Lisboa Ocidental e Oeiras, Loures-Odivelas e Sintra.

Questionado sobre o que espera dos próximos tempos, Luís Pisco relembra: “A covid-19 não desapareceu das nossas vidas e espero que todos nós mantenhamos esse facto sempre presente no seu dia-a-dia. O caminho feito no combate à doença ajudar-nos-á nos próximos meses.”


Em termos logísticos, o presidente da ARSLVT deixa também um alerta: “As equipas que atualmente estão menos sobrecarregadas podem e devem preparar-se para dar resposta em meses em que vamos ter a gripe em simultâneo com a covid-19." 

Na sua opinião, não há qualquer dúvida de que "espera-nos muito trabalho". Contudo, assegura: "Estamos certos do habitual empenho de todos no combate a esta pandemia que seguramente não nos deixará tão cedo."




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