Doença venosa: cirurgião geral com «papel muito importante» nos hospitais periféricos

O cirurgião geral tem um papel “muito importante” em matéria de doença venosa, “principalmente nos hospitais periféricos”, considera o cirurgião vascular Pratas Balhau, sublinhando “ter que ser bom a operar varizes”.

O médico e diretor do Serviço de Cirurgia Geral do Hospital de Santa Maria Maior, em Barcelos, falou à Just News na sequência do curso que o Capítulo de Cirurgia Vascular da Sociedade Portuguesa de Cirurgia realizou há dias em Tomar, no âmbito do XXXIX Congresso Nacional de Cirurgia.



Segundo Pratas Balhau, que coordena o referido Capítulo, a especialização em determinadas áreas cirúrgicas não deve pôr em causa atos mais comuns:

“Ter formação e experiência em certos tipos de cirurgia é fundamental, mas é preciso não esquecer tudo o resto. As varizes são uma patologia muito frequente, daí que seja necessário apostar na formação, em especial dos mais novos.”

Os mais recentes especialistas “tendem a apostar sobretudo na especialização em atos muitos concretos, contudo, devem estar despertos para a importância de saberem fazer bem a cirurgia a varizes, particularmente nos hospitais onde não há Cirurgia Vascular”.


Equipa responsável pela dinamização do Capítulo de Cirurgia Vascular: Pratas Balhau e os vogais José Neves e Aida Paulino

Mesmo quando existe um Serviço de Cirurgia Vascular, “temos de ter noção de que não se consegue dar resposta às muitas solicitações, porque é raro o dia em que não se tenha mais do que um doente com queixas de doença venosa”, frisou.

O Curso do Capítulo de Cirurgia Vascular contou, na sua sessão de abertura, com a presença de João Pimentel, presidente da Sociedade Portuguesa de Cirurgia, e de António José Oliveira, que preside ao Colégio da Especialidade de Cirurgia Vascular da Ordem dos Médicos.



Nesta formação, presidida pelo cirurgião Costa Almeida, debateu-se o diagnóstico, tratamento em ambulatório vs internamento e seguimento na trombose venosa profunda e também a prevenção do tromboembolismo. Já o cirurgião vascular Carlos Pereira Alves proferiu uma conferência intitulada “Medicamentos venoativos – porquê e quando?”.


Carlos Pereira Alves e Pratas Balhau

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