Dor crónica: a importância da intervenção do especialista de MGF

A propósito do Dia Nacional de Luta Contra a Dor (17 de outubro), enquadrado na Semana Europeia de Luta Contra a Dor, Duarte Correia, presidente da Associação Portuguesa para o Estudo da Dor (APED), alerta para a importância da intervenção do especialista de MGF no diagnóstico, seguimento, tratamento e referenciação do doente de dor crónica para a unidade de dor mais próxima. Em Portugal, estima-se que a dor crónica afeta 30% da população.

“O especialista em MGF tem um papel crucial em garantir uma acessibilidade atempada dos doentes de dor crónica a um tratamento adequado que lhes permita melhorar a qualidade de vida e a sua reintegração social e laboral”, afirma o presidente da APED.

Duarte Correia sublinha que o especialista de MGF é o médico que, na maioria das vezes, entra primeiro em contacto com o doente de dor crónica. Por este motivo, “será da maior importância que efetue o diagnóstico correto, o acompanhamento e tratamento do doente e, sempre que se justifique, a sua referenciação para a unidade de dor do hospital da área”.

De acordo com o responsável, a APED reconhece o papel fundamental dos especialistas de MGF e tem apostado no desenvolvimento de iniciativas que contribuam para aperfeiçoar os seus conhecimentos técnicos na medicina da dor, como o workshop “Opioides em situações clínicas complexas”, que teve lugar no passado dia 19 de setembro, no ISLA de Gaia.

A dor crónica pode ser definida como um estado de dor persistente. As causas mais frequentes desta situação são a osteoartrose, as cefaleias, a lombalgia crónica e a artrite reumatoide.



As declarações de Duarte Correia fazem parte de um conjunto de notícias e informações publicadas na
edição de outubro do Jornal Médico e dedicadas ao Dia Nacional de Luta Contra a Dor.

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