Em 2025 «todos os doentes terão direito a cuidados paliativos que lhes alivie o sofrimento»

Em 2025... "Nenhum doente permanecerá no hospital apenas por motivos sociais. Todos os doentes terão direito a cuidados paliativos que lhes alivie o sofrimento e, em caso algum, serão sujeitos à obstinação terapêutica que lhes roube a dignidade e o direito a morrer em paz." A afirmação é de Luís Campos, presidente do Conselho Nacional para a Qualidade em Saúde (CNQS), e é proferida no âmbito do projeto Saúde 2025, uma iniciativa do Expresso para "perceber qual o destino da medicina nos próximos dez anos" e que tem o apoio da IBM, José de Mello Saúde, Médis e Samsung.

Luís Campos, diretor do Serviço de Medicina do Hospital S. Francisco Xavier e vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI), é um dos oradores da conferência que se realiza hoje, 13 de maio, no Centro de Congressos da Fundação Champalimaud, em Lisboa, e que reúne diversos especialistas e decisores da saúde em Portugal.

Em artigo publicado no Expresso, Luís Campos perspetiva que, em 2025, "cada cidadão adotará estilos de vida saudáveis, será mais informado e mais capaz de tomar conta da sua saúde, terá um médico assistente a quem recorrerá antes de ir a um subespecialista, terá um processo clínico eletrónico único e acesso a cuidados de saúde dentro do tempo adequado, independentemente de onde viva."

Na sua opinião, "os decisores da saúde terão como principal critério de decisão o interesse dos doentes, avaliarão as consequências das reformas que promovem, monitorizarão a qualidade dos cuidados e preocupar-se-ão em conhecer os melhores serviços para disseminar as boas práticas e os piores para os melhorar."

Relativamente aos doentes idosos "com multimorbilidades, serão tratados de uma forma integrada, contínua, baseada numa equipa multidisciplinar liderada por um internista, que avalie as suas necessidades e expectativas e lhes dê uma resposta adequada. Os doentes internados estarão rodeados de um ambiente que os ajude a recuperar, serão tratados por equipas comprometidas com a sua segurança, que sabem quem são e o que os preocupa. Nenhum doente permanecerá no hospital apenas por motivos sociais."

Considera ainda que, em 2025, "todos os doentes terão direito a cuidados paliativos que lhes alivie o sofrimento e, em caso algum, serão sujeitos à obstinação terapêutica que lhes roube a dignidade e o direito a morrer em paz."

Para Luís Campos, presidente do XXI Congresso Nacional de Medicina Interna, evento que se realiza no final do mês, todos os aspetos atrás referidos poderão ser uma realidade em 2025... "se trabalharmos todos para que isto aconteça..."

O programa da conferência pode ser consultado aqui.

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