Encontro Nacional das USF permite «reforçar a capacitação individual e coletiva»

O novo modelo de contratualização será uma das temáticas em foco no 9.º Encontro Nacional das Unidades de Saúde Familiar (USF), que se realiza entre os dias 10 e 13 de maio, em Aveiro. A Academia dos cuidados de saúde primários será outro dos pontos altos.

A presidir à Comissão Organizadora está, pela primeira vez, um secretário clínico. Paulo Santos acredita que, “à semelhança das edições anteriores, será um espaço incontornável e único para os CSP, com uma dimensão multiprofissional e transgeracional, que contará com a participação de várias centenas de profissionais médicos, enfermeiros e secretários clínicos e diversas personalidades de destaque no SNS”.

E relembra que “continua atual e cada vez mais premente a necessidade de os atores políticos (nacionais, regionais e locais) e sociais e dos próprios cidadãos se alinharem numa efetiva e estratégica convergência de vontades, onde a importância dos CSP para o desenvolvimento, qualificação e consolidação do SNS deixe de ser apenas uma questão retórica”.


Menciona ainda: “A nossa convicção é que todas as sessões estão a ser construídas com o objetivo principal de reforçar a capacitação individual e coletiva, refinando e fortalecendo competências que se afirmem como uma mais-valia em qualquer contexto.”

"Ir ao encontro das realidades locais"

“Aposta nos CSP: está a acontecer?” é o tema central do 9.º Encontro Nacional das USF. Em declarações à Just News, João Rodrigues, presidente da Associação Nacional das USF (USF-AN), reconhece que tem havido melhorias relativamente a quem trabalha nas unidades de saúde familiares:

“Houve avanços, principalmente no lançamento do Decreto-Lei que transformou os incentivos financeiros dos enfermeiros e secretários clínicos, anteriormente definidos como prémio anual, em atividades específicas da USF, como componente salarial mensal, e no novo modelo de contratualização.”

O médico de família considera que o facto de a contratualização se focar no plano de ação e não nos indicadores, como anteriormente, “é uma mais-valia para as USF, já que, desta forma, é possível ir ao encontro das realidades locais”.

Contudo, a sua implementação está atrasada. “A Portaria já devia ter sido publicada, esta situação acaba por provocar algumas disfuncionalidades nas USF”, alerta.

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