Exposição itinerante assinala 25 anos da Fundação BIAL em Portugal e no estrangeiro
Perante várias figuras de renome do mundo académico, e não só, Luís Portela inaugurou a exposição itinerante que vai percorrer o país, de norte a sul, relembrando o papel da Fundação BIAL na área da investigação e da saúde.
“Sinto uma enorme gratidão pelos que, ao longo destes 25 anos, deram o seu contributo à Fundação BIAL. Destaco particularmente o seu mentor, Prof. Nuno Grande, pela forma empenhada, competente e carinhosa com que se dedicou a este projeto.” As palavras, emocionadas, são de Luís Portela, presidente da Fundação e foram proferidas, perante várias personalidades, na cerimónia de inauguração da Exposição Fundação BIAL – 25 anos, que decorreu no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS), no Porto. 
Luís Portela
A exposição, itinerante, vai passar pelas várias escolas de Medicina do país e também por algumas instituições europeias e norte-americanas. Começou no ICBAS pelo facto de Nuno Grande ter sido o fundador do Instituto.
Fazendo um resumo da história da Fundação BIAL, Luís Portela relembrou que a sua criação contou com a colaboração do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas. “Nasceu assim do cruzamento de duas vontades: assumir uma postura mecenática e apostar no envolvimento da ciência na área da Saúde em Portugal.” O objetivo passava assim, como relembrou, “pela promoção do estudo científico do ser humano, tanto do ponto de vista físico como espiritual”.
Luís Portela destacou ainda o investimento na investigação, nomeadamente através da atribuição de prémios, como o Prémio BIAL de Medicina Clínica e o BIAL Award in Biomedicine. Outras atividades são o Programa de Apoios Financeiros a Projetos de Investigação Científica, orientados para o estudo neurofisiológico e mental do ser humano nas áreas da Psicofisiologia e da Parapsicologia.
A partilha de conhecimentos em alguns eventos não foi esquecida, nomeadamente os simpósios “Aquém e Além do Cérebro”, criados em 1996.
Luís Portela e António Portela, CEO da BIAL
Exposição itinerante de uma Fundação que é “conhecida e reconhecida”
A curadoria da exposição está a cargo de Daniel Bessa, membro do Conselho de Administração. Para o responsável, esta iniciativa é por demais relevante. “A Fundação BIAL é conhecida e reconhecida, a nível nacional e internacional, quer pelas escolas médicas como pelos reitores, mas, sobretudo, junto das comunidades científicas que se dedicam à Psicofisiologia e à Parapsicologia.”
A exposição conta assim com vários materiais, como texto, fotografia, filmes e áudios, dividindo-se em blocos. Um primeiro cinge-se a informação institucional, os restantes às três grandes áreas de atuação (Prémios, Bolsas e Simpósios) e, um último que será da responsabilidade de cada uma das instituições que vão acolher a iniciativa.
“Pretende-se dar a conhecer os traços mais importantes dos trabalhos que marcaram a proximidade entre a instituição e a Fundação”, explicou Daniel Bessa na cerimónia de inauguração. 
O curador enalteceu ainda alguns números que marcam este quarto de século. “Apoiámos 692 trabalhos em 13 edições, 1260 artigos publicados, contando com 1500 investigadores de 25 países.”
A cerimónia contou ainda com a presença de Henrique Cyrne de Carvalho, diretor do ICBAS, António Fontainhas Fernandes, presidente do Conselho de Reitores, Francisco Ramos, secretário de Estado Adjunto e da Saúde, e João Neves, secretário de Estado da Economia. 
Henrique Cyrne de Carvalho, Francisco Ramos, Luís Portela, João Neves, António Fontainhas Fernandes e Daniel Bessa
António Damásio é o novo presidente do Conselho Científico
A assinalar os 25 anos, foi também anunciado o novo presidente do Conselho Científico (CC) da Fundação BIAL. António Damásio é quem se segue a Fernando Lopes da Silva, que faleceu em maio do corrente ano.
Para António Damásio é uma honra aceitar este cargo. “A reputação do trabalho científico da Fundação Bial deve-se à qualidade dos investigadores, mas a seleção destes e as linhas mestras do seu desempenho resultam dos critérios do CC e da sua aplicação. Através da escolha de projetos científicos de grande mérito e da forma como assegura a respetiva execução, o CC é uma componente indispensável do projeto científico da Fundação.”
Licenciado e doutorado pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, António Damásio é, atualmente, professor da cátedra David Dornsife de Neurociência, Psicologia e Filosofia e diretor do Brain and Crativity Institute na University of Southern California, EUA. Com uma vasta obra publicada no campo das Neurociências, destaca-se o livre “O Erro de Descartes – Emoção, Razão e Cérebro Humano”. 
Calendário da exposição itinerante Fundação BIAL – 25 Anos:
2019
Até 18 out - ICBAS - UP
21/10 – 31/10 - Escola de Medicina - UM
4/11 – 15/11 - FMUL
20/11 – 4/12 - FMUC
9/12 – 20/12 – FCM-Nova Medical School
2020
13/1 – 29/1 - FCS-UBI
3/2 – 19/2 - Departamento de Ciências Biomédicas e Medicina - UA
26/2 – 13/3 - ISPA – Instituto Universitário
1/4 – 4/4 – 13.º Simpósio Aquém e Além do Cérebro, Casa do Médico - Porto
14/4 – 28/4 - FMUP


