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Congresso assinala 30 anos da «casa mãe da Medicina da Dor em Portugal»

A evolução do Centro Multidisciplinar Dor no Hospital Garcia de Orta é notória e, para Javier Durán, implica o crescimento em conteúdo e em áreas de diferenciação. Por isso, este 30.º Congresso irá mais além da componente clínica da Medicina da Dor, abarcando também o estilo de vida e o cuidado do doente.

Javiér Durán preside à ASTOR desde maio de 2020, mas a sua paixão pela Medicina da Dor é bem mais antiga, e admite que foi graças a Beatriz Craveiro Lopes que a descobriu:

“Ao saber que eu era dos poucos a fazer anestesia locorregional no Serviço de Anestesiologia do HGO, convidou-me a fazer parte da Unidade e só aí é que percebi que a dor é uma área interessantíssima. Frequentei vários cursos e um mestrado e fiz muita prática clínica nesta que é a casa mãe da Medicina da Dor em Portugal.”


Javier Durán

O anestesiologista espanhol, de 44 anos, acredita que esta é “a reunião mais importante sobre a Medicina da Dor no país, com uma forte presença em termos científicos e de networking, o que a torna tão valorizada pela assistência”. Nesse âmbito, destaca que “o maior receio, durante a pandemia, era aniquilar essa vertente social, o que levou a Associação a criar um chat, durante o Congresso virtual ASTOR 2021, para promover o diálogo entre os profissionais ao longo do evento”. 

Partindo da evolução que a ASTOR tem vivido, o seu presidente evidencia que tal levou a que este 30.º Congresso registasse algumas diferenças:

“Fomos crescendo ao longo destes 30 anos, de tal forma que, nesta edição, o Congresso já não se concentrará num dia, num único auditório, mas acontecerá ao longo de três dias, em três salas, para crescermos em conteúdo e em áreas de diferenciação.”

Como explica, “o facto de a Medicina da Dor ser constituída por um grupo muito heterogéneo levou-nos a querer ampliar o target da reunião e torná-la mais apelativa a todos. Considerando que nem todos os profissionais têm interesse por todas as palestras, decidimos distribuir as áreas de interesse por várias salas em simultâneo, salvaguardando momentos conjuntos.”

Além da vertente mais clínica associada à Medicina da Dor, serão tratados “temas relacionados com o estilo de vida, como a nutrição, o sono e a atividade física, e com o cuidado do doente, onde a discussão sobre a arte, a dor e o sofrimento também terá lugar”.

Comparativamente aos anos anteriores, durante o evento, será dada “mais relevância aos cuidados de saúde não médicos, através de várias palestras relacionadas com a Psicologia e a Enfermagem”.

O estilo de vida terá, pela primeira vez, um espaço dedicado, considerando “o impacto tremendo que tem na qualidade de vida dos doentes com dor crónica”. Desta forma, Javier Durán acredita que conseguirá atrair um novo grupo de profissionais com interesse na área a participar no Congresso, e tem como meta conseguir ultrapassar as 500 inscrições.



Sendo o tema deste Congresso “Controvérsias”, explica que serão debatidos “temas que criam discórdia”,
sendo um deles “a epidemia dos opioides, que já provocou a morte de mais de 500 mil pessoas, na última década, nos Estados Unidos”.

“Controvérsias na abordagem da dor em grupos especiais” é outra das temáticas que destaca, pela “dificuldade que pode existir na abordagem de uma criança, de uma grávida, de um doente com antecedentes de consumo de opioides ou com depressão polimedicado com psicofármacos”.

De forma inédita, neste Congresso, foi organizada a sessão “Cinturão do Campeão”, que Javier Durán apresenta como “o início de uma tradição, em que dois profissionais defendem os seus pontos de vista durante cinco rounds e o vencedor, votado pela audiência, receberá o cinturão assinado pelo árbitro – figura de eminência na área – e assumirá essa função no Congresso seguinte”.



Como forma de assinalar o 30.º aniversário da ASTOR e do seu Congresso, será realizada a sessão “Era uma vez... 30 anos de ASTOR”, onde “a história da Medicina da Dor em Portugal será revisitada por duas pessoas da maior relevância – a Dr.ª Beatriz Craveiro Lopes e a Enf.ª Teresa Nogueira”.

Nesta edição, além dos prémios referentes ao melhor poster e às melhores comunicações orais, serão atribuídos ainda três prémios “Passaporte ASTOR” aos sorteados que tiverem visitado seis stands da área técnica. Os prémios contemplam um livro sobre Medicina da Dor, uma inscrição no curso ECOASTORx 2024 e duas inscrições no Congresso ASTOR 2024.

No final do dia de trabalhos desta 6.ª feira, haverá um momento de entretenimento e convívio centrado num espetáculo de stand up comedy.

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