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Futuro da Medicina Interna: «O que aqui se vem buscar é muito mais do que Ciência»

“Se nós deixarmos que as formações acabem, qualquer dia o médico já é mais um indivíduo da Ciência que nada tem a ver com pessoas", evidencia Zélia Lopes, diretora da 14.ª Escola de Verão de Medicina Interna (EVERMI), que decorreu recentemente.

Na sua opinião, "não se pode abdicar de formações como a EVERMI, onde se confraterniza e cresce na melhoria do futuro da Medicina Interna". E sublinha: "O que aqui se vem buscar é muito mais do que Ciência."



“Medicina Interna 2033 – que atores e que cenários”

Com um programa assente em diversas modalidades formativas, o intuito da comissão organizadora desta edição da EVERMI foi “percorrer temas transversais à Medicina e trazer uma visão 360 graus, dado que a Medicina do internista é precisamente generalista e global”.


“Medicina Interna 2033 – que atores e que cenários” foi o título da conferência de abertura desta EVERMI, pois, segundo Zélia Lopes, também internista no CH do Tâmega e Sousa, “quisemos antecipar como será o futuro da especialidade com base no caminho que estamos a percorrer”. Deslindando a conclusão retirada da conferência, realizada por João Sequeira, diretor de Serviço de Medicina Interna I do Hospital Fernando da Fonseca, a médica referiu:

“O futuro será tão mais promissor quanto melhor fizermos a leitura e a análise do nosso passado. Essa lição permitirá projetar-nos e sermos os atores que quisermos ser.”


Zélia Lopes

Com efeito, salienta que “a chave do futuro da Medicina Interna está na imponência do conhecimento, disciplina e arte com que os nossos mestres interpretaram e interpretam o papel do internista”.

Tal ponto de vista coloca muita importância no presente, pois, “acreditando que o destino da Medicina Interna resulta da análise de tudo o que aconteceu e o que está a acontecer agora, nós hoje estamos a construir o amanhã e somos responsáveis pelo desfecho”.



Com uma Comissão Organizadora “sempre atenta e presente”, Zélia Lopes refere que "muito se discutiu ao longo da Escola, muito se aprendeu, muito crescemos e quisemos continuar a crescer na arte de ser internista".

O encerramento desta edição ficaria marcado por uma conferência realizada por Lèlita Santos, presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna, sobre “Medicina Interna e Especialidades: Fronteiras ou Continuum”.



Expectante quanto às mensagens que seriam transmitidas nessa sessão, Zélia Lopes deixou algumas questões: “Realizando nós também consultas temáticas, haverá aqui uma fronteira com as especialidades? Ou, na verdade, será tudo isto uma continuidade, sendo a Medicina Interna a valência central?”. Já após a realização da sessão, a diretora da 14.ª EVEMI observou que a discussão apresentada “foi desafiadora e endereçou grandes questões que ficam no pensamento dos alunos da Escola”.

Esta edição contou com três dezenas de participantes – internos de Medicina Interna de todo o país – e aconteceu, à semelhança do que é habitual, em Albernoa, Beja, entre 31 de agosto e 3 de setembro.

Note-se que a primeira edição da EVERMI remonta a 2010, sob incentivo do internista António Martins Baptista, e teve como inspiração a Escola Europeia de Medicina Interna. Tornou-se um evento muito aguardado em cada ano por internos e formadores, onde “se aprende, se criam e fortalecem laços, e se cresce no orgulho de ser internista”.

A comissão organizadora mantém-se atenta às questões e sugestões colocadas pelos formandos, para que a EVERMI se mantenha um marco anual de formação da SPMI.



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