Hipertensão pulmonar: intervenção «numa lógica de multidisciplinaridade»

“A hipertensão pulmonar é um dos modelos paradigmáticos da assistência multidisciplinar”, afirmou Maria José Loureiro, coordenadora do Grupo de Estudo de Hipertensão Pulmonar (GEHP) da Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC), a propósito da reunião realizada este mês, em Lisboa, subordinada ao tema “O heart team na hipertensão pulmonar”.

Aquela médica, que é cardiologista do Hospital Garcia de Orta, em Almada, explicou que esta área se constrói "numa lógica de multidisciplinaridade", que se manifesta em dois planos:

“Se, por um lado, há a necessidade de intervenção médica de várias especialidades, para uma discussão conjunta e uma orientação correta do doente, por outro, são também essenciais as intervenções adicionais de profissionais não médicos -- enfermeiros, técnicos de cardiopneumologia, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos -- para o desenvolvimento de um plano assistencial integrado desta doença crónica.”



Doença vascular pulmonar: partilhar "aquilo que de melhor se faz"

Em declarações à Just News, Maria José Loureiro fez um balanço “muito positivo” da reunião, referindo que os objetivos delineados pela organização foram “plenamente atingidos”.

O primeiro era, segundo mencionou, a divulgação e análise das últimas recomendações da Sociedade Europeia de Cardiologia para a Hipertensão Pulmonar, com base num modelo interativo, complementado com a discussão de vários casos clínicos; o segundo objetivo passava por colocar, mais uma vez, centros de referência e referenciadores em contacto, por forma a facilitar a referenciação de doentes e a colaboração inter-instituições nesta área.

Questionada acerca do critério utilizado para a construção do programa científico, Maria José Loureiro respondeu tratar-se da “reunião de hipertensão pulmonar mais importante do país”, elaborada para “proporcionar não apenas uma interação entre os vários especialistas nacionais dedicados a esta subespecialidade, mas também a sua atualização naquilo que de melhor se faz na abordagem e tratamento da doença vascular pulmonar.


Coordenação do GEHP: Maria da Graca Castro, Maria José Loureiro e Maria João Baptista.

Debate com "elevado nível de participação" 

Não querendo destacar qualquer temática em particular, a coordenadora deste grupo de estudo da SPC salientou que todas as mesas-redondas foram conduzidas por peritos na respetiva área -- hipertensão arterial pulmonar, hipertensão pulmonar (HP) tromboembólica crónica, HP associada a doença do coração esquerdo, HP associada a doença pulmonar, HP associada à doença do tecido conjuntivo e HP associada a cardiopatia congénita.



“Qualquer uma destas mesas seguiu o modelo clinical case-based training, enriquecido pela utilização do televoto, e contou com um elevado nível de participação da audiência na discussão, enriquecendo as várias palestras de revisão teórica”, indicou.



A reunião contou com 130 profissionais envolvidos na área da doença vascular pulmonar, maioritariamente médicos de Cardiologia, Cardiologia Pediátrica, Cirurgia Cardiotorácica, Medicina Interna, Pneumologia e Reumatologia, mas também alguns profissionais das áreas de Enfermagem, Cardiopneumologia e Ciências Farmacêuticas.








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