Cardiologia do Hospital de Braga quer criar mais consultas diferenciadas

O gosto pela atividade cirúrgica e de intervenção foi decisivo para que Jorge Marques acabasse por optar pela especialidade de Cardiologia e, mais tarde, por aquela que diz ser a sua “área de eleição”, a Cardiologia de Intervenção.

Desafiado a assumir a função de diretor clínico nesta nova fase da vida do Hospital de Braga – que em setembro voltou a ter gestão pública –, decidiu aceitar o cargo na condição de manter a atividade clínica.


Jorge Marques

Natural de Guimarães, onde nasceu há 44 anos, Jorge Marques explica que o Serviço “tem crescido de uma forma global”, tanto na atividade de Consulta como de Ambulatório, bem como na área do Internamento, ou ao nível da Unidade de Cuidados Intermédios Cardíacos, por exemplo, que dispõe de 11 camas.

A gestão de internamento multidisciplinar que se pratica na instituição faz com que a capacidade de resposta do Serviço de Cardiologia não fique limitada às 18 camas que lhe estão adjudicadas.

Aliás, a ocupação varia habitualmente entre as 16 e as 22 camas. Às consultas de Cardiologia Geral, Arritmologia e Insuficiência Cardíaca Avançada outras se seguirão, nomeadamente a de Miocardiopatias ou a de Cardio-Oncologia, que poderá precisar de uns 2 anos para ser implementada.

Espera-se que também nessa altura possa estar desenvolvido o Programa de Reabilitação Cardíaca, com o envolvimento da Medicina Física e de Reabilitação.



Com uma área de influência com mais de um milhão de habitantes para algumas áreas e uma casuística muito grande, “a nível da Hemodinâmica, e apesar de nós sermos um centro de atendimento secundário, é nossa intenção começarmos já em 2020 a fazer alguma intervenção na doença cardíaca estrutural”, afirma Jorge Marques, que esclarece:

“Não é uma competência direta dos centros secundários. Alguns já o vão fazendo de forma controlada e, nesse contexto, nós também desejamos e entendemos que podemos contribuir para o tratamento de alguns doentes, naturalmente, em articulação com um ou vários centros de atendimento terciário, nos quais gostaríamos de nos apoiar para formação e consolidação dessa atividade.”



"Há condições para receber um Serviço de Cirurgia Cardiotorácica"

No Hospital de Braga não existe a valência de Cirurgia Cardíaca, de acordo, aliás, com o facto de, na área cardiovascular, se tratar de um centro de tratamento secundário.

Contudo, como diz Jorge Marques “têm sido detetadas algumas dificuldades de resposta na área da cirurgia cardíaca no norte do país e na última revisão da rede de referenciação essa carência já ficou expressa, tendo ficado sinalizada essa eventual necessidade”.

Aliás, na sua opinião, “o hospital tem caminhado no sentido de uma maior diferenciação e, portanto, há cada vez mais condições para receber um Serviço de Cirurgia Cardiotorácica”.





A reportagem completa ao Serviço de Cardiologia do Hospital de Braga, com entrevistas a uma dezena de profissionais de diferentes áreas, pode ser lida no Hospital Público de janeiro/fevereiro de 2020.

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