Hospital Fernando Fonseca avalia o risco infecioso de todos os doentes que são internados

Os doentes que sejam internados no Hospital Fernando Fonseca (HFF) passam agora a ser submetidos a uma avaliação do risco infecioso e, em caso positivo, são isolados.

Os potenciais infetados são identificados através de um inquérito e, em caso de risco, são submetidos a um estudo de infeção que produz os seus resultados em apenas quatro horas. Esta providência permite identificar eficazmente casos de infeção e, automaticamente, reduzir as contaminações hospitalares, uma constante preocupação nos hospitais.


Ferramenta informática permite "visualizar resultados preliminares"

Em termos práticos, um doente que seja internado por força de uma determinada patologia responde a um questionário simples, através do qual são identificados sintomas e o seu historial recente. Os resultados são introduzidos depois numa ferramenta informática, desenvolvida pela Direção-Geral de Tecnologias de Informação (DGTI) do HFF, que permite não só identificar os portadores de infeção como revela quais os mais suscetíveis a contrair uma.

“A utilização das tecnologias de informação no contexto da Patologia Clínica revela-se importante, desde logo, por duas razões de peso: a poupança de custos e a racionalização de circuitos”, justificam os responsáveis do HFF.



Luísa Sancho, diretora do Serviço de Patologia Clínica, explica à Just News que, “através do Sistema Sorian, na área da Microbiologia, os médicos podem agora visualizar resultados preliminares nas hemoculturas no espaço de 24, 48 ou 72 horas”.

Antes da intervenção da DGTI, “aqueles resultados eram somente definitivos e não podiam ser consultados no sistema pelos médicos. A alternativa possível seria o telefonema para o Serviço, facto que obrigava à permanência ininterrupta de alguém para prestar informações”.



A medida insere-se no plano intitulado Clinical Digital Transformation que o HFF está a desenvolver e com ela pretende-se reduzir significativamente as infeções no hospital. Por outro lado, segundo o Conselho de Administração da unidade, permite “simplificar o dia-a-dia dos colaboradores e servir eficazmente os utentes”.


Isso é observável, nomeadamente, na reorganização de perfis, ou seja, o conjunto de análises que é pedido adequa-se agora a cada patologia, mas igualmente na revisão do termo de responsabilidade que é utilizado quando há necessidade de enviar colheitas para entidades externas (elemento que passou a ser preenchido informaticamente através de um formulário).



Consulta em tempo real do processo

“Os resultados dessas colheitas podem ser consultados a partir do hospital sem que o técnico de saúde tenha de esperar fisicamente por eles. As novas tecnologias vieram ainda facilitar a possibilidade da consulta em tempo real do processo, permitindo verificar que análises já foram pedidas, quais as que estão em curso e as que foram concluídas?”, esclarece Luísa Sancho.

Os testes POC

O POC – Point Of Care é outra das novidades implementadas no Serviço de Patologia Clínica do HFF que vieram contribuir para “a melhoria da qualidade de atendimento ao utente”. Através da recolha de sangue com uma simples picada no dedo, em vez da tradicional colheita no braço, obtém-se a quantidade de sangue suficiente para um correto diagnóstico.

Mas os testes POC também apresentam resultados com maior exatidão e rapidez e o tempo de espera para os 80 utentes que, em média, se deslocam diariamente ao HFF para consultas de hipocoagulação diminuiu consideravelmente.



A notícia completa pode ser lida na edição de dezembro do Hospital Público.

Imprimir


Próximos eventos

Ver Agenda