Hospital da Figueira da Foz celebra 50.º aniversário e inaugura novo bloco operatório

É já este domingo que o Hospital Distrital da Figueira da Foz vai celebrar o seu 50.º aniversário, onde será prestada uma homenagem aos colaboradores aposentados, exibido o filme HDFF - Um hospital com história" e apresentado o livro "Hospital da Figueira - Caminho espelhado no tempo".

Marta Temido, ministra da saúde, estará presente no evento, onde vai presidir à inauguração do novo Bloco Operatório, um momento muito especial e aguardado há muitos anos por todos os profissionais desta unidade hospitalar do SNS. Uma inauguração que marca, claramente, os 50 anos do HDFF.


Nuno Azenha e Manuel Teixeira Veríssimo, presidente do Conselho de Administração do HDFF

Doentes passam a ter "um circuito próprio"

O bloco terá uma organização semelhante ao anterior, existente há quase 40 anos. “A grande vantagem está na capacidade de assegurar o tratamento completo ao doente de cirurgia de ambulatório”, explica Nuno Azenha, diretor do Bloco Operatório.

Em declarações à Just News, o responsável explica que estava previsto, "desde o começo do projeto de construção, um circuito próprio para estes doentes". O objetivo é diminuir o apoio da zona dos internamentos, local onde algumas pessoas têm de pernoitar. “A logística era mais complexa e envolvia um trabalho multidisciplinar havendo algum desperdício de recursos”, lembra.

Desta forma, com o aumento da área do bloco operatório quase para o dobro (1400m²), "os doentes não têm de passar em nenhuma fase para outra área do hospital, libertando-se camas para os internamentos".


Nuno Azenha assume igualmente a direção da Unidade de Cirurgia de Ambulatório

"Proporcionar o máximo de segurança e eficiência"

Por outro lado, Nuno Azenha indica que "haverá mais espaço para o recobro na Unidade de Cuidados Pós-Anestésicos" – a capacidade máxima era de quatro doentes e passará a ser de 15.

E acrescenta: "Os vários circuitos neste bloco (de profissionais, de doentes e até de reposição de materiais) foram todos otimizados, de modo a proporcionar o máximo de segurança e eficiência".

Nova sala operatória permite "aumentar a produção cirúrgica"

Com a nova área, o Bloco Operatório passa de três para quatro salas. “Temos margem de manobra para aumentar a produção cirúrgica, que já estava no limite para as instalações, mas para isso, vamos ter de aumentar os recursos humanos”, esclarece Nuno Azenha, sublinhando que, nos primeiros meses de trabalho, "vão ser reorganizados os tempos cirúrgicos até haver reforço das equipas".

Também as condições passam a ser outras. Nuno Azenha destaca a climatização, que está agora garantida com equipamento topo de gama: “Os sistemas antigos precisavam várias vezes de reparação e chegaram a obrigar a cancelamentos cirúrgicos.”

E aproveita para recordar, com satisfação, que em 2021, e apesar da pandemia, foram operados 7 mil doentes, "o maior ano de produção cirúrgica do HDFF".



Conselho de Administração do HDFF: Susana Magalhães (diretora clínica), Ana Raquel Santos (vogal executiva), Manuel Teixeira Veríssimo e Rui Miguel Cruz (enfermeiro diretor)

Uma Administração com "grandes projetos em mente"

“Esta é a maior construção que houve até ao momento aqui no hospital”, destaca Manuel Teixeira Veríssimo, presidente do Conselho de Administração do HDFF, a propósito do novo Bloco Operatório.

O investimento do novo espaço, que estará operacional no final de abril, ultrapassa os 4 milhões de euros e "é estruturante para o crescimento do hospital". Contudo, o responsável faz questão de sublinhar que este não é um projeto isolado.

Na verdade, o objetivo é que, desde logo, as salas antigas do bloco operatório possam servir para albergar um outro projeto muito aguardado: a Unidade de Cuidados Intensivos (UCI), "porque algumas cirurgias necessitam dessa salvaguarda".

Na sua opinião, "é vital que um hospital com esta diferenciação tenha uma UCI, mesmo que em termos de gestão vá exigir um maior esforço financeiro."

Mas não só. Além de projetos de eficiência energética em curso e de modernização administrativa, "temos outros grandes projetos em mente", refere, e destaca a criação da unidade de internamento de cuidados paliativos, com 20 camas, na antiga maternidade, no centro da Figueira.

De acordo com Manuel Teixeira Veríssimo, o facto do hospital que dirige conseguir ter um bom desempenho "tem permitido que a tutela acredite em nós". E se é certo que a unidade não tem tudo o que gostaria, "a ajuda que temos recebido ajuda-nos a atingir determinados objetivos".



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