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Internos de Medicina Intensiva organizam primeiro Encontro Nacional presencial

A menos de dois meses da primeira edição presencial do ENIMINT – Encontro Nacional de Internos de Medicina Intensiva, a expetativa face ao reencontro, desta vez, cara a cara, é muita. Esta será a 2.ª edição do evento, após a primeira ter sido realizada em outubro do ano passado, de forma totalmente virtual.

Apesar de existirem “vários temas que importa abordar nesta especialidade, desde logo o futuro da Medicina Intensiva nacional e os desafios relativos ao suporte de órgão”, assuntos tratados na última edição, este ano, a Comissão Organizadora (CO) procurou focar-se num tema que não é muito abordado, "apesar de ser fundamental na prática clínica – a abordagem do doente vítima de trauma", avança Joana Alves Cabrita, presidente da CO do evento.



Integração da Via Verde de Trauma

A discussão incidirá “sobre as múltiplas vertentes, desde a admissão, na sala de emergência, até ao seguimento após a alta hospitalar, inclusivamente a consulta de follow-up de Medicina Intensiva, tendo em mente o circuito do doente crítico, que é, por excelência, objeto de cuidados desta especialidade”.

A interna do 3.º ano de Medicina Intensiva do CHU de Lisboa Central adianta que serão discutido temas tão diversos como a analgesia do politraumatizado, a abordagem da coagulopatia no trauma, a liderança e integração da Via Verde de Trauma, “que está prevista a nível hospitalar, bem como a forma como estes doentes e as suas múltiplas facetas e patologia associadas são geridos pelo médico intensivista”.

Além da realização de sessões plenárias, haverá sessões interativas, em variados formatos, e atividades culturais, que visam a aproximação dos participantes. Ambas serão anunciadas em breve. Num momento pericongresso a definir, serão promovidos cursos práticos, para desenvolvimento de algumas competências específicas.

O painel de oradores será composto por intensivistas e outros especialistas e internos que trabalham de perto com a Medicina Intensiva. Dirigido principalmente aos internos da especialidade, está aberto também a toda a comunidade médica. “Conhecimento vasto, pensamento célere e desfecho rápido” enquanto fatores de atração pela Medicina Intensiva

Com a eleição da nova Direção da AIMINT – Associação de Internos de Medicina Intensiva, no final de 2021, Joana Alves Cabrita assumiu a função de vogal para a ciência e, posteriormente, a liderança da Comissão Organizadora do ENIMINT.



Um doente que exige uma "abordagem muito global e sistematizada"

A futura intensivista apenas começou a interessar-se pela Medicina Intensiva no último ano do curso de Medicina, e a consolidar esse gosto durante o internato de formação geral, quando teve um maior contacto com o doente crítico.

“Apercebi-me que esse doente, geralmente instável, que apresenta patologia muito variada, com determinado grau de gravidade, que exige uma abordagem muito global e sistematizada, e cuja evolução dependeria de decisões rápidas, seria o meu doente de eleição”, expõe.

Além do “conhecimento vasto, que carateriza o intensivista”, atraiu-a realmente “a capacidade de pensar rápido e de tomar decisões em conformidade com aquilo que, naquele momento, coloca em risco a vida do doente, além do desfecho relativamente célere face às escolhas tomadas”.

O encontro irá realizar-se nos dias 24 e 25 de setembro, no Hotel HF Fénix Lisboa. A ânsia inerente ao formato presencial desta edição leva a Comissão Organizadora a projetar que "o número de participantes supere o da primeira edição, que chegou à uma centena".

A inscrição deve ser feita aqui.

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