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João Morais admite que organizar o Challenges in Cardiology «é um grande desafio»

O Challenges in Cardiology somou este ano a sua quinta edição. Em declarações à Just News, João Morais, presidente da reunião e diretor do Serviço de Cardiologia do Centro Hospitalar de Leiria, mencionou que organizar este evento representa para si um “grande desafio”. Monte Real foi, mais uma vez, o local escolhido.

“O encontro nasceu e tem crescido de uma cooperação entre aqueles que o organizam e a indústria farmacêutica e de dispositivos. Temos alimentado um diálogo permanente com os nossos patrocinadores”, afirmou João Morais, acrescentando:

“Assim que termina um Challenges in Cardiology começamos a conversar sobre o do ano seguinte, precisamente para percebermos o que está a acontecer em termos de investigação para o próximo ano, o que se espera dos novos fármacos, que áreas de investigação vão ser apresentadas e, assim, vamos construindo um conjunto grande de ideias. O programa é construído quase até à véspera da reunião. Dá-me um gozo imenso.”



Segundo o nosso entrevistado, os objetivos têm sido mantidos ao longo destes últimos cinco anos e passam, essencialmente, por fazer o ponto da situação da investigação cardiológica do ano transato e o estado da arte em várias áreas.

“Temos tido, contudo, cada vez mais as denominadas ‘áreas challenge’. Por exemplo, trouxemos para esta edição a doença arterial periférica, ou seja, algo que o cardiologista tradicionalmente não aborda, mas da qual está cada vez mais próximo.”

Além disso, foram também abordadas áreas de “grande diferenciação tecnológica”, como o caso da neuroestimulação para tratamento de doentes com apneia do sono. Afirmando que todas as temáticas abordadas, farmacológicas ou não, são importantes, João Morais salientou a apresentação relacionada com a terapêutica por hipotermia após paragem cardíaca.

“O Hospital de Leiria tem feito investimentos neste sentido e temos já alguma coisa para mostrar. É uma área ainda não muito usada em Portugal, porém, temos muitos doentes a fazer hipotermia após paragem cardíaca”, observou.



Para terminar, e ao fazer um balanço deste 5th Challenges in Cardiology, João Morais, que é o presidente eleito da Sociedade Portuguesa de Cardiologia, mencionou que a reunião contou, à semelhança das edições anteriores, com cerca de 250 participantes, destacando o facto de as componentes cardiológica e jovem terem cada vez maior peso.

“Este era também um dos nossos objetivos, ter um grupo de uma faculty muito forte -- com seniores da Cardiologia portuguesa – e, desta forma, conseguir atrair um número muito grande de jovens”, esclareceu.

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