José Luís Medina defende que endocrinologistas tenham mais anos de formação em Medicina Interna

Os endocrinologistas deveriam ter mais anos de formação em Medicina Interna. Quem o defende é José Luís Medina, presidente da Associação Luso Galaica de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo (ALGEDM), que agora realizou o seu 5º Congresso, no Porto. No evento, debateu-se o lugar da Endocrinologia na Saúde face às restantes especialidades, como a interligação com os médicos de Medicina Geral e Familiar.

A ligação entre Portugal e a Galiza no âmbito da Endocrinologia já acontece há 12 anos, embora só há cinco se realize, todos os anos, um congresso. É com satisfação que José Luís Medina vê este encontro: "Há sempre temas para debater, conhecimentos que se adquirem face a investigações realizadas e a experiências que fazem a diferença em Portugal e na Galiza."

O papel da Endocrinologia é outro dos assuntos em debate. "Como é que esta especialidade se pode afirmar na Saúde? Como podemos interagir com colegas de outras áreas da Saúde?" A MGF foi uma das especialidades em destaque, "porque são os primeiros a observar os doentes e a poder despistar qualquer problema endócrino", disse à Just News José Luís Medina.

Aquele responsável salientou ainda a importância da MGF em doenças sistémicas, como a diabetes: "Os profissionais de MGF têm bons conhecimentos para tratar doentes com diabetes tipo 2, mas, como médicos, deparam-se também com dificuldades. É preciso saber quando se referencia para um endocrinologista e deve-se assim apostar na formação dos médicos de MGF."

Para José Luís Medina, "os profissionais de MGF não têm de seguir todos os diabéticos tipo 2, por exemplo, devendo existir uma maior partilha entre ambas as especialidades".



Reyes Luna Cano é a presidente do congresso e também concorda que os endocrinologistas deveriam ter mais anos de formação em Medicina Interna. “É uma mais-valia, porque se tem uma visão mais global do doente”, afirma, dando um exemplo: "A diabetes é uma doença que acaba por afetar diferentes órgãos, por isso, é essencial essa formação."

A especialista espanhola aproveita para destacar a proximidade que, na Galiza, existe entre a Endocrinologia e a MGF. E cita o exemplo da colaboração a nível de teleconsultas.

A comissão organizadora do 5º Congresso da Associação Luso-Galaica de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo foi presidida por Helena Cardoso, endocrinologista do Hospital de Santo António.




Imprimir