Medicina Interna «deve estar disponível para tudo aquilo em que seja competente»

O resultado da eleição para a Direção do Colégio da Especialidade de Medicina Interna da Ordem dos Médicos é definitivo. A lista B, encabeçada por Armando Carvalho, diretor do Serviço de Medicina Interna A do CHUC e professor associado com agregação da Faculdade de Medicina de Coimbra, venceu as eleições com 259 votos, contra 221 da lista A. Esta última liderada por Teresa Cardoso, coordenadora do Núcleo de Estudos da Doença Vascular Cerebral da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna.

Armando Carvalho entende que o principal desafio que se coloca à MI é a manutenção da sua especificidade como especialidade essencialmente clínica e integradora, o que, indica, “pressupõe grande qualidade dos internistas, que devem ter treino e prática assentes essencialmente na clínica (trabalho em enfermaria, consulta, hospital de dia e urgência), complementada com o ensino (pré e pós-graduado) e a investigação”.

Outra das questões é a articulação com as outras especialidades médicas, que, defende, “deve ser complementar e pressupõe a afirmação da capacidade integradora da MI, mas também das competências específicas que os internistas adquiram”. “O reconhecimento de competências é uma forma de reconhecer qualidades acrescidas dos internistas, sem ameaçar a integridade da Medicina Interna”, afirma.

A presença universitária da MI, onde a sua visão global e integradora é uma mais-valia para a investigação científica e para o ensino, constitui outra dos desafios. “Mais de três dezenas de internistas doutorados e vários outros com projetos de doutoramento em curso são importantes para o prestígio da especialidade”, salienta.

E acrescenta que a participação dos internistas na gestão clínica, assumindo a liderança que o seu prestígio e formação justifiquem “é uma oportunidade que não pode ser desperdiçada e constitui um desafio que tem sido assumido com benefício para o nosso sistema de saúde”.

Perante estes e outros desafios, Armando Carvalho considera que “a MI deve estar disponível para tudo aquilo em que seja competente e possa fazer a diferença para melhor, mas não pode estar disposta a tudo!”.


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