Membros da Academia Europeia de Medicina Física e de Reabilitação reuniram-se pela primeira vez em Portugal

Coube a João Páscoa Pinheiro, professor de Medicina Física e de Reabilitação da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, e único membro português da Academia Europeia de Medicina Física e de Reabilitação, a organização da reunião de outono deste organismo, que decorreu em Coimbra.

Em declarações à Just News, o especialista, que é diretor do Serviço de MFR do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, salientou que a reunião se centrou em assuntos como a reabilitação médica, aspetos da ética, a forma como os países e as políticas de saúde podem incluir o cidadão deficiente e como deve ser a investigação médica em Medicina Física e Reabilitação.

“Há uma comissão que tem um chair que organiza o trabalho e uma troca de informação entre os vários membros”, indicou, acrescentando que o chair é responsável ainda por reunir informação, receber comentários e depois apresentar uma conclusão.

Membro da Academia desde 2010, João Páscoa Pinheiro considera ser “um desafio tentar manter o sul da Europa incluído no ambiente reflexivo dos grandes desafios da reabilitação no século XXI”.

Guy Vanderstraeten, que presidiu à Academia nos últimos quatro anos, foi uma das presenças neste encontro. Questionado sobre o tempo em que esteve à frente deste organismo, o especialista referiu: “Anteriormente, tínhamos muitas discussões sobre estatutos da Academia. Durante os últimos quatro anos, o debate tem incidido sobre diferentes assuntos que darão origem à divulgação de documentos de posição e outras publicações.”

Deste encontro, Guy Vanderstraeten destacou a discussão sobre ética e dispositivos de assistência nesta área. Por exemplo, foram abordados os diferentes fatores para prescrever uma prótese em situações de amputação e os problemas éticos relacionados.

De acordo com o especialista belga, a Academia foi criada em 1959 e é composta por um grupo independente de um número máximo de 50 académicos, pertencentes aos vários países da Europa. Os membros são convidados, sendo necessário que tenham nível académico e atividade de excelência.

Na sua opinião, pertencer à Academia é como se fosse uma “recompensa” pelo trabalho que tem vindo a desenvolver na área, pois, como mencionou, "nem toda a gente tem o privilégio” de fazer parte deste grupo.

Durante a reunião, foi eleita a nova presidente da Academia Europeia de Medicina Física e Reabilitação, a grega Xanthi Michail. Além disso, foi divulgado o vencedor do prémio anual da Academia (que pretende incentivar a investigação nesta área).

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