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Microsoft lança as Health Circles Portugal para partilhar «experiências inovadoras»

"A ideia é termos 90 minutos de partilha entre intervenientes na saúde, na área da tecnologia", afirma Sandra Gil Mateus, responsável pelo projeto que a Microsoft lança em Portugal, intitulado Health Industry Circles Portugal". A primeira sessão realiza-se já esta quinta-feira.

Em declarações à Just News, explica que será promovida uma reflexão "sobre os desafios que se colocam hoje às organizações desta área", mas com o foco numa "perspetiva muito prática". Pretende-se mostrar, com exemplos concretos, "como a tecnologia está já a contribuir para inovar os cuidados de saúde no nosso país". 

Sandra Gil Mateus, que assume o cargo de public sector account executive - health lead da Microsoft, adianta que estas sessões "vão realizar-se de três em três meses, algumas vão decorrer exclusivamente online e outras também de forma presencial", sendo que esta primeira sessão será virtual.

O projeto pretende, no fundo, servir como uma plataforma onde "hospitais e outras entidades de saúde possam partilhar experiências de trabalhos que estejam a desenvolver, darmos a conhecer algumas das soluções muito interessantes dos nossos parceiros e partilhar também algumas das novidades da nossa tecnologia para a saúde".


Sandra Gil Mateus

Ajustar a tecnologia aos desafios da Saúde

E porque surge agora este projeto com estas características? De acordo com Sandra Gil Mateus, "a Microsoft tem feito um caminho nos últimos anos de se aproximar cada vez mais de algumas indústrias. Nós acreditamos que o potencial da nossa tecnologia é cada vez maior e mais valorizado pelos nossos clientes se se adequar àquilo que são os desafios de uma determinada indústria".

Até porque, acrescenta, "as funcionalidades só têm interesse quando são aplicadas num caso específico, por exemplo, dentro de uma enfermaria ou de uma sala de urgências". 

E se, anteriormente, a Microsoft tinha "uma vertente de saúde que estava dentro da área do setor público" e apenas envolvia as entidades públicas de saúde, hoje em dia, a situação é diferente e vai na linha de uma abordagem mais holística, conforme explica Sandra Gil Mateus:

"Este ano decidimos juntar as duas áreas, precisamente porque se é certo que os desafios de um hospital público e de um hospital privado terão certamente algumas diferenças, é igualmente um facto que têm também muitas semelhanças. E interessa-nos refletir, acima de tudo, como é que a nossa tecnologia se aplica no dia-a-dia de um hospital, no dia-a-dia de um centro de saúde e como podemos melhorar as nossas soluções."

E acrescenta: "Estes Health Circles surgem precisamente para isto, para falarmos de tecnologia na saúde, com exemplos concretos da saúde."

Casos de sucesso: Inteligência artificial e cibersegurança

É precisamente com a partilha de "um caso muito interessante", a cargo de Pedro Gouveia, cirurgião da Unidade de Mama do Centro Clínico Champalimaud (CCC), que arranca a sessão desta quinta-feira.

"Temos vindo a trabalhar em conjunto com o CCC nos últimos anos na utilização de inteligência artificial para uma melhor cirurgia do cancro da mama", adianta Sandra Gil Mateus. Um projeto que sido inclusive apresentado em "vários fóruns nacionais e internacionais", suscitando sempre um "grande interesse junto dos participantes".

Outro dos casos será apresentado por Victor Costa, diretor do Serviço de Gestão de Informação do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (CHTMAD).

Este responsável, que integra também a Direção da e-Mais − Movimento Associação dos Sistemas de Informação em Saúde, abordará o tema da cibersegurança e de como, "rapidamente, um centro hospitalar de média dimensão conseguiu criar, com o apoio da nossa tecnologia, um programa de cibersegurança que protege aquilo que é o seu data center", explica Sandra Gil Mateus.

Tratam-se de "dois excelentes exemplos de como é que a utilização da nossa tecnologia responde à saúde."



Esta primeira sessão conta ainda com outras intervenções. Serão abordadas as mais valias oferecidas pela Nuance, uma empresa especializada em inteligência artificial e tecnologia de voz e que foi adquirida recentemente pela Microsoft. Sandra Gil Mateus dá o exemplo de como já funciona esta tecnologia em Espanha: "Só pela primeira frase que o doente diz ao telefone, os hospitais conseguem identificar e direcionar os doentes que têm mais de 65 para um apoio personalizado do ponto de vista de resposta de emergência."

As restantes duas intervenções estarão focadas na "atualização de dois temas importantes para a Microsoft: os desafios de soberania das nações, dos países com serviços cloud, e o Teams Phone, que significa utilizar o Teams também como plataforma telefónica".

"Esta será a tónica em todas as sessões", explica Sandra Gil Mateus. Ou seja, "há sempre novidades que serão partilhadas pelos hospitais e outras que seremos nós a divulgar. Queremos criar este contexto de partilha constante, porque acreditamos que, quer no público que no privado, o que se faz numa unidade poderá provavelmente ser replicado em outro".

Além do debate desta quinta-feira, estão já agendadas três outras sessões, que decorrerão em dezembro, março e junho, "mas a ideia é que o projeto continue".

A inscrição para a sessão desta quinta-feira, com início marcado para as 11h00, pode ser efetuada aqui. À semelhança das próximas sessões está aberta a todos os profissionais com interesse nos temas em debate.

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