Mulheres com doença reumática podem ser mães

“A gravidez nas mulheres com doença reumática não deve ser desencorajada”, afirmou Maria Manuela Costa, assistente hospitalar graduada de Reumatologia do Hospital de Santa Maria, durante a conferência “Doença reumática e gravidez”, que proferiu no âmbito do 7.º Curso de Reumatologia Prática em Cuidados Primários.

De acordo com a especialista, no passado, a mulher com doença reumática era aconselhada a não engravidar pelo receio de morbilidade/mortalidade materna ou fetal. Contudo, nos últimos anos verificou-se que o controlo da atividade da sua patologia e uma vigilância clínica rigorosa permite uma boa evolução da gestação, sendo possível que a maioria das mulheres tenham oportunidade de serem mães.

Apesar das problemáticas que se poderão colocar no seguimento destas mulheres e das dúvidas que as mesmas colocam, como por exemplo, relativamente à sua fertilidade, à influência da gravidez na sua doença ou, pelo contrário, na evolução da gestação e feto ou, ainda, dos possíveis efeitos da terapêutica, a decisão de uma possível gravidez deve ser apoiada, sendo a avaliação pré-concecional fundamental para uma boa evolução materno-fetal.

“A monitorização e vigilância periódica das grávidas com doença reumática, com intervenção atempada contribui para uma melhor evolução fetal e materna que se tem assistido nos últimos anos. A gravidez nestas mulheres não deve ser desencorajada. Todavia, a conceção deve ocorrer durante um período de remissão clínica”, conclui a Maria Manuela Costa.


Podem ser consultadas aqui algumas dezenas de fotografias do Curso.

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