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«Não brincar com outras crianças afeta, inevitavelmente, a infância e a adolescência»

Após dois anos sem quaisquer eventos, o Serviço de Pediatria do Centro Hospitalar Universitário S. João (CHUSJ) organizou o III Fórum de Pediatria, nos dias 12 e 13 de maio, no Porto. Com perto de 250 inscritos, atualizaram-se conhecimentos, mas também se falou no sonho concretizado da Ala Pediátrica do CHUSJ.



Eunice Trindade, diretora do Serviço de Pediatria do CHUSJ, não escondeu a satisfação de poder voltar a reunir pediatras e internos num fórum presencial. Na sessão de abertura, onde se contou com a presença de Fernando Araújo, presidente do Conselho de Administração do CH, realçou “a enorme motivação” da nova Ala Pediátrica, inaugurada no final do ano passado. “Há muito que esperávamos realizar este sonho e para a equipa foi muito importante”, frisou.


Eunice Trindade e Fernando Araújo

Recorde-se que no novo espaço, que é “um hospital pediátrico dentro do hospital”, segundo a responsável, se reuniu todas as especialidades e valências que permitem prestar cuidados a crianças e jovens até aos 18 anos. Existem, atualmente, também melhores condições para que os pais possam acompanhar os filhos.

Falta, para já, apenas a abertura do parque exterior, que é uma extensão da área lúdica. “Temos todas as condições para prestar cuidados com maior tranquilidade e serenidade.”



"Quadros de ansiedade mais graves"

Quanto ao programa do evento, os temas abordados foram ao encontro das necessidades da prática clínica do dia-a-dia de médicos especialistas e internos, numa altura em que os efeitos da pandemia ainda se fazem sentir, conforme explica:

“O mais preocupante é a saúde mental dos mais pequenos e adolescentes, com quadros de ansiedade mais graves, ou com problemas do ponto de vista do neurodesenvolvimento.”


Elementos da Comissão Organizadora: Cármen Silva, Susana Corujeira, Lara Lourenço, Eunice Trindade, Daniel Gonçalves, Rita Santos Silva, Mariana Rodrigues e Teresa Campos

Para a diretora, as razões deste “grave problema de saúde” são multifatoriais, sendo ainda necessário mais estudos científicos, contudo, reconhece o impacto do confinamento. “Não brincar e não estar em contacto com outras crianças afeta, inevitavelmente, a infância e a adolescência.”

O surgimento, nos últimos tempos, de uma nova hepatite vírica também se fez sentir no Serviço, por os pais terem mais receios pelo que ouvem na comunicação social. “A Urgência tem estado sob grande pressão.”



No Fórum também estiveram representantes de outros hospitais do Norte, já que a Pediatria do CHUSJ tem apostado numa relação de proximidade. “É fundamental trabalhar em rede para o bem comum das crianças e jovens.”  



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