Novo angiógrafo do CHEDV «é excelente» e evita transferência de doentes para outros hospitais
Instalado no Serviço de Imagiologia do Centro Hospitalar de Entre o Douro e Vouga (CHEDV) - Hospital de São Sebastião, o novo angiógrafo está dotado de tecnologia de ponta, tendo começado a funcionar em meados de setembro. Com a aquisição deste e de outros aparelhos médicos, o CHEDV vai atingir, em 2017, um valor de investimento próximo dos 2 milhões de euros.
“À data de hoje, já superámos o volume de investimento do ano de 2016 e o plano que está em curso, seja ao nível da melhoria de instalações, seja no reequipamento dos serviços, garante-nos que superaremos em 50% o que foi realizado em 2016”, segundo Miguel Paiva, presidente do Conselho de Administração do CHEDV.
Destacando a elevada qualidade do novo angiógrafo, Rosa Cardoso, diretora do Serviço de Imagiologia desde 2009, conta que o equipamento veio substituir o anterior, que atingiu o seu fim de vida em junho de 2016.
José Paiva e Costa e Rosa Cardoso
“À semelhança do anterior, o aparelho está a ser utilizado pela Cardiologia, (na colocação de pacemakers), pela Cirurgia, pela Oncologia (para colocação de cateteres venosos centrais) e pela Gastrenterologia (para fazer as CPRE)", afirma Rosa Cardoso.
No entanto, acrescenta a médica, "este angiógrafo tem outras capacidades. Além de estudos angiográficos como último exame mais dirigido e mais gold standard, permite fazer Radiologia de Intervenção, algo em que estamos muito interessados neste momento”.
E salienta: “A contratação de um radiologista de intervenção é fundamental para podermos fazer procedimentos que, neste momento, não fazemos, tirando assim melhor partido do aparelho, que custou muito dinheiro!”
Anabela Silva, cardiologista do CHEDV, mostra-se muito satisfeita com a nova aquisição. “O equipamento é excelente. A imagem é muito boa. Tivemos um que esteve avariado e era, de facto, um problema, porque os doentes tinham de ser transferidos para outros hospitais. Foi muito difícil, agora, felizmente, já podemos tratar de tudo atempadamente”, indica.
Anabela Silva e Rosa Cardoso
Responder "às necessidades da população"
De acordo com o responsável do CHEDV, o plano de investimento inclui vários outros equipamentos para as especialidades de Ginecologia/Obstetrícia, Ortopedia, Cirurgia Geral, Pneumologia, Cardiologia e Gastrenterologia, entre outras.
O objetivo da instituição é substituir equipamentos obsoletos ainda em atividade, "dotando os serviços de melhores condições, para uma resposta cabal às necessidades da população". E, em muitos casos, aproveitar melhor as competências dos profissionais e evitar o recurso a outras unidades públicas e privadas.
“Neste momento, estão a decorrer, em simultâneo, obras de beneficiação nas três unidades que integram o CHEDV, algo que nunca tinha acontecido”, referiu Miguel Paiva.
Na Unidade de Oliveira de Azeméis está em curso uma obra de substituição integral dos telhados do pavilhão de Consulta Externa e de uma das enfermarias, "num investimento fundamental que vai permitir uma melhor utilização dos espaços ao longo de todo o ano e terminar com as infiltrações de água, recorrentes nos meses de inverno".
Na Unidade de São João da Madeira está a decorrer a obra de melhoramento da Urgência Básica, "que dará mais conforto aos doentes e melhores condições de trabalho, dotando o serviço, que abriu em janeiro de 2017, de condições de alta qualidade".
Na Unidade de Santa Maria da Feira procede-se ao alargamento da Consulta Externa, com a construção de novos cinco consultórios, "o que permitirá ampliar a resposta às necessidades deste serviço, garantindo a melhoria da acessibilidade dos doentes e a rentabilização do trabalho dos profissionais".
“Toda esta dinâmica vai permitir encerrar o ano de 2017 como sendo o de maior investimento de sempre no CHEDV, mas os projetos que temos para o futuro mostram que esta é uma tendência que terá de manter-se”, sublinha Miguel Paiva.
De entre os projetos a concretizar, os mais importantes são a renovação e a ampliação do Serviço de Urgência do Hospital de São Sebastião e a aquisição de um equipamento de ressonância magnética, que a instituição espera realizar a muito curto prazo.
A notícia pode ser lida na edição de outubro do Hospital Público.


