Oncologista João Freire diz que comunicar com o doente implica «verdade e franqueza, sem violentar a pessoa»

"A verdade e a franqueza devem fazer parte da comunicação entre o doente e o oncologista, mas nunca se pode violentar a pessoa”, afirma João Freire, assistente hospitalar graduado de Oncologia Médica. O especialista falou à Just News a propósito da última sessão informativa promovida pelo Núcleo de Oncologia Psicossocial do Instituto Português de Oncologia Dr. Francisco Gentil (IPOLFG) e focada no tema “Cancro do cólon e reto – diagnóstico e tratamento”.

João Freire considera que “é preciso criar confiança com o doente” que luta contra o cancro. “Há um certo estigma em torno da doença, mas existem outras patologias que podem até apresentar um diagnóstico menos positivo e as pessoas devem ter noção disso”, sublinha. 




Na sua apresentação, João Freire quis destacar a importância de se olhar para o cancro do cólon e reto de uma forma “menos negra”, já que “mesmo em determinados casos clínicos complexos há esperança e um potencial curativo”.

Quanto ao “Viver com Cancro”, considera tratar-se de uma iniciativa “bastante importante, na qual se pode deixar uma mensagem que passe muito pela prevenção, rastreio e esperança face aos avanços dos últimos anos”.



Além de João Freire, estiveram também presentes na sessão João Pereira da Silva, do Serviço de Gastrenterologia do IPOLFG, e Ana Paula Silva, assistente social do IPOLFG, que moderou os trabalhos. 

Estas sessões de esclarecimento, que se realizam no âmbito do projeto “Viver com Cancro: perguntas e respostas”, acontecem na última quarta-feira de cada mês, no Anfiteatro do IPOLFG, sendo dirigidas particularmente a doentes, familiares e amigos, mas estão abertas a todos os interessados, sendo a entrada livre. A próxima sessão vai realizar-se apenas dia 17 de janeiro, devido ao período natalício.

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