Ordem dos Médicos homenageou as primeiras médicas e farmacêuticas portuguesas

No âmbito do Dia Internacional da Mulher, que se assinalou a 8 de março, o Núcleo de História da Medicina da Ordem dos Médicos realizou, no passado sábado, uma sessão temática dedicada às primeiras médicas e farmacêuticas portuguesas. “O objetivo foi homenagear estas pioneiras”, explica Maria do Sameiro Barroso, médica de Medicina Geral e Familiar e membro da Direção do referido núcleo, em declarações à Just News.

E acrescentou: “Tentámos reconstituir o tempo, as circunstâncias e as adversidades que estas mulheres tiveram que enfrentar. A luta pela entrada nas faculdades é um ponto muito importante na história da valorização das mulheres.”



Tal como recorda Maria do Sameiro Barroso, o acesso das mulheres à Medicina a partir do século XIX tem merecido muito pouca atenção, sobretudo entre os médicos. Existem, observou, algumas publicações sucintas sobre as primeiras médicas portuguesas e estudos mais aprofundados que versam essencialmente duas delas: Carolina Beatriz Ângelo e Adelaide Cabete.

“São estudos de caráter biográfico, feitos por historiadores, que focam essencialmente o lado feminista e republicano destas médicas. Falta um estudo mais profundo ao nível médico”, lamentou a nossa entrevistada, lembrando que, em 2010, a Câmara Municipal da Guarda organizou uma homenagem a Carolina Beatriz Ângelo, no qual colaborou. “Esse foi o ponto de partida para esta iniciativa”, referiu.



A sessão, que se realizou na Biblioteca Histórica da Ordem dos Médicos, em Lisboa, contou com uma intervenção de Anabela Leitão, médica de Medicina Geral e Familiar, que prestou uma homenagem genérica às primeiras médicas, na sociedade portuguesa e no contexto internacional.

De seguida, Maria do Sameiro Barroso, destacou a entrega de Carolina Beatriz Ângelo à prática da Medicina e à sua luta pelos direitos das mulheres. Já Fernando Real, geoarqueólogo do Museu Nacional de Arqueologia e neto de uma das primeiras mulheres licenciadas em Farmácia, fez uma homenagem a Laura Campos, uma das primeiras farmacêuticas portuguesas.



No decorrer da iniciativa, que contou também com a presença de Aires Gonçalves, membro da Direção do Núcleo de História da Medicina da Ordem dos Médicos, a atriz Isabel Wolmar leu um poema sobre Carolina Beatriz Ângelo, da autoria de Maria do Sameiro Barroso.







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