Ortopedia da ULS da Arrábida realiza reconstrução óssea de elevada complexidade com aloenxerto fresco de cadáver

O Serviço de Ortopedia da ULS da Arrábida realizou, no último ano, o segundo procedimento de reconstrução de um defeito ósseo de grandes dimensões com recurso a aloenxerto fresco de cadáver, uma técnica diferenciada e disponível apenas em poucos centros hospitalares do país.

As intervenções foram efetuadas pelos ortopedistas Filipe Machado e Pedro Pessoa, em dois doentes jovens, vítimas de acidentes de viação graves, que apresentavam fraturas expostas associadas a uma importante perda de tecido ósseo no local do desastre.

 Perante a dimensão e complexidade das lesões, foi necessário recorrer a uma estratégia de reconstrução com recurso a aloenxerto fresco de cadáver, uma solução particularmente exigente do ponto de vista técnico e clínico.

 O recurso a este tipo de enxerto depende da disponibilidade de um dador compatível. Os aloenxertos são solicitados ao Banco de Tecidos do Centro de Sangue e Transplantação de Lisboa, que procede à disponibilização do tecido sempre que existe um dador que reúna as condições de compatibilidade necessárias.

 A utilização de aloenxerto fresco de cadáver permite, em casos selecionados, reconstruir defeitos ósseos de grandes dimensões, constituindo uma alternativa de elevada complexidade para situações traumáticas em que existe perda óssea significativa.



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