Os doentes do foro da Reumatologia «são comuns à Medicina Geral e Familiar»

Têm lugar, nos dias 27 e 28 de novembro, no Centro de Reuniões da FIL, no Parque das Nações, as XXII Jornadas Internacionais do Instituto Português de Reumatologia (IPR).

No evento, onde são esperados mais de 1200 especialistas, estarão em debate temas como a osteoartrose e a osteoporose, com particular interesse não só para a Reumatologia, mas também para outras especialidades, como a MGF.

Helena Santos, presidente destas Jornadas, frisa que “os doentes reumáticos são partilhados com a MGF” e acrescenta que foi preocupação do corpo clínico do IPR que o programa das jornadas fosse do interesse não só dos reumatologistas, mas também de outros especialistas que colaboram com estes no dia-a-dia, como os fisiatras, os ortopedistas e os especialistas em MGF.

As terapêuticas biotecnológicas constituem outro dos assuntos em debate. Segundo a presidente das jornadas, este é um assunto que merece sempre ser abordado devido à atualidade destas terapêuticas.

“Este ano, optámos por fazer um ponto de situação em relação às orientações clínicas. Numa fase em que estas terapêuticas já são utilizadas há vários anos, é importante refletir sobre qual será a melhor abordagem dos doentes que continuam com a sua doença ativa ou, pelo contrário, dos doentes com baixa atividade de doença ou que estão em remissão”, menciona.

Adicionalmente, estarão ainda em evidência os fármacos que, num futuro próximo, se estima que sejam utilizados nestas patologias, sobretudo focando a artrite reumatoide, a espondilite anquilosante e a artrite psoriásica.

“Apesar de ser um tema mais direcionado para a Reumatologia, procuramos sempre focar aspetos importantes para a clínica geral. Todos os médicos de MGF têm doentes a fazer estas terapêuticas e devem ter conhecimento não só das situações em que são prescritas, mas de como devem atuar com estes doentes e perceberem o porquê de determinadas atitudes”, justifica.

MF é fundamental na referenciação e seguimento dos doentes reumáticos

Segundo Helena Santos, os doentes do foro da Reumatologia são comuns à MGF, desempenhando o MF um papel fundamental na referenciação. “O MF deve estar devidamente alerta para as situações que necessitam de seguimento em consulta de Reumatologia, nomeadamente a existência de sinais de alarme para a patologia reumática inflamatória, ou seja, de uma artrite, quer seja uma poliartrite ou uma espondilartrite. Deve referenciar, ainda, para a Reumatologia algumas situações de patologia degenerativa ou osteoporose que ultrapassem o seu campo de atuação.”

Por outro lado, e porque se trata de doenças crónicas, o especialista em MGF é fundamental para o bem-estar e seguimento dos doentes e na cooperação com a especialidade de Reumatologia.




A entrevista completa com Helena Santos pode ser lida na edição de novembro do Jornal Médico.

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