Curso de ORL Pediátrica para médicos de família melhora referenciação hospitalar

O Serviço de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial do Centro Hospitalar Universitário do Porto, dirigido por Cecília Almeida e Sousa, deu início há dias a um projeto formativo dirigido a otorrinos e pediatras mas, muito em particular, a especialistas em Medicina Geral e Familiar (MGF).

Em declarações à Just News, a médica considera que a realização de um curso nestes moldes é muito importante, "sobretudo pela troca de conhecimentos e transmissão de experiências e por permitir o estreitamento de relações da ORL com os cuidados de saúde primários".

A especialista recorda que "são precisamente os colegas de MGF que têm de estar mais aptos para saber quando é necessário encaminhar as patologias com que são confrontados para a Pediatria ou para a valência de Otorrinolaringologia.”

E não tem dúvidas de que esta atualização de conhecimentos, "vai também proporcionar uma diminuição do acesso aos cuidados hospitalares", sublinhando: “O que preconizamos é que os cuidados hospitalares sejam reservados aos casos mais complexos."


Cecília Almeida e Sousa

Rastreio auditivo neonatal

Nesta 1.ª edição do Curso de ORL Pediátrica, o rastreio auditivo neonatal foi uma das questões desenvolvidas, temática que Cecília Almeida e Sousa afirma ser “muito importante”, na medida em que é através do mesmo que se deteta a surdez profunda.

A médica frisa que para os especialistas em MGF "o tema é naturalmente da máxima relevância", considerando ser também muito útil que estes profissionais tenham conhecimento do trabalho desenvolvido no Serviço de ORL nesta e em outras áreas.

Durante a formação foram ainda atualizados conhecimentos em questões como patologia do sono, rinites e rinossinusite, dispneia, vertigem e otite média aguda. Uma das sessões esteve centrada nos “Mitos e controvérsias na ORL Pediátrica”, discutindo-se aspetos muito práticos como, por exemplo, as situações clínicas em que se deve colocar gotas no ouvido.


Elementos da Comissão Organizadora

Questionada sobre o balanço desta primeira ação, Cecília Almeida e Sousa não tem dúvidas:

“É extremamente positivo, não só pela afluência, mas também porque no fim houve colegas que vieram ter comigo, nomeadamente da MGF, para agradecer o curso e dizer que esperam que em próximas edições o formato se mantenha, acrescentando apenas pequenos pormenores que são dúvidas deles do dia-a-dia."



25 implantes cocleares até final do ano

Durante a formação foi anunciado que, até ao fim do ano, o CHUP realizará o seu 25.º implante coclear, tendo dado início a esta intervenção em agosto de 2017.

Desde 2018 que o CHUP se tornou Centro de Referência nesta área, em parceria com o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra que, até essa altura, era o único no país.

Cecília Almeida e Sousa explica que "a parceria com Coimbra é, essencialmente, na discussão de casos. Os doentes são avaliados por nós, reavaliados por Coimbra apenas nos casos complexos e depois implantados no CHUP."

A médica lembra que "os implantes cocleares são realizados em casos de surdez profunda ou severa, em que não há benefícios com as próteses auditivas".

Segundo a especialista, “nas crianças, estima-se surdez em 1 a 3 casos por 1000 recém-nascidos saudáveis e entre 20-40 casos por 1000 recém-nascidos de alto risco”.


 

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