Prémio Margarida Bentes promove o «mérito em administração hospitalar»

A Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH), presidida por Alexandre José Lourenço Carvalho, apresenta, dia 30 de setembro, a 2.ª edição do Prémio Margarida Bentes. A iniciativa, que conta com o apoio da Gilead, visa incentivar a produção de evidência científica, "no âmbito da atividade de gestão, desenvolvida em entidades centrais do Ministério da Saúde e em instituições prestadoras de cuidados de saúde, públicas e privadas portuguesas". 

A Associação pretende também que o Prémio Margarida Bentes "permita a edificação de conhecimento, que suporte a definição de estratégias e posicionamentos sólidos da APAH em matérias de gestão de saúde".

A sessão pública decorrerá na Escola Nacional de Saúde Pública e, à semelhança do ano passado, o lançamento do prémio será antecedido pela realização de uma conferência subordinada ao tema selecionado para esta edição. Este ano, a conferência intitula-se “Ambulatory care sensitive conditions in Europe" e será proferida por Juan Eduardo Tello, especialista da Organização Mundial de Saúde.


O lançamento do prémio enquadra-se no âmbito da missão da APAH, que passa por apoiar os administradores hospitalares "no desenvolvimento e implementação de elevados padrões de exercício profissional, nos múltiplos contextos organizacionais onde desempenham funções", tal como a própria entidade sublinha.


A iniciativa "Mérito em Administração Hospitalar – Prémio Margarida Bentes" é dirigida a todos os administradores hospitalares, sócios da APAH, e, segundo o regulamento, distingue os melhores trabalhos originais, "escritos com base na recolha e tratamento sistemático de dados e informação atualmente disponíveis nos sistemas de informação de gestão e outros suportes documentais existentes nas instituições de saúde portuguesas". Anualmente, são atribuídos até 3 apoios aos projetos de investigação, no montante de 1.500€. 

O Regulamento do prémio pode ser consultado aqui



Sobre Margarida Bentes:


Licenciada em economia pelo ISEG e pós-graduada em Administração Hospitalar pela ENSP/UNL, Margarida Bentes trabalhou no Sistema de Informação para a Gestão dos Serviços de Saúde (SIGSS), depois no Instituto de Gestão Informática e Financeira do Ministério da Saúde (IGIF) e, mais tarde, na Administração Central do Sistema de Saúde, I.P. (ACSS), tendo sido presidente do Conselho de Administração deste organismo. Foi presidente da Administração Regional de Saúde (ARS) de Lisboa e Vale do Tejo e Diretora-geral da IASIST Portugal.


Grande conhecedora do Sistema de Pagamento Prospetivo (SPP), através dos Grupos de Diagnósticos Homogéneos (GDH), foi, juntamente com a equipa coordenada por João Urbano, dinamizadora da implementação do projeto dos GDH em Portugal.

Durante a sessão de apresentação da 1.ª edição do prémio, em 2015, Marta Temido, na altura presidente da Direção da APAH, sublinhou que a construção de uma boa profissão se faz também pela "distinção dos seus melhores", justificando assim a escolha para o nome do prémio. E, na sua opinião, Margarida Bentes foi, "sem dúvida, uma das nossas melhores". Para a responsável da APAH, o seu exemplo de "honradez, verticalidade, liderança e inovação deve motivar-nos a todos".

Marta Temido recordou ainda que Margarida Bentes foi também investigadora e trouxe para Portugal um conjunto de projetos fundamentais para a modernização do sistema de saúde e, em particular, do Serviço Nacional de Saúde. “A criação deste prémio é também uma forma de homenagear uma colega que é uma referência para todos nós”, referiu. 

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