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Prémio MSD Investigação em Saúde: apoiar médicos internos com «um júri que vale ouro»

Para Paula Martins de Jesus, diretora médica da MSD, há vários motivos que tornam o Prémio MSD Investigação em Saúde "um prémio muito especial". Desde logo, o apoio que é dado aos vencedores, e mesmo aos candidatos finalistas, prolonga-se no tempo e inclui uma mentoria "extremamente valiosa" por parte do júri.


O vencedor da última edição foi conhecido no início do mês de novembro, durante a Conferência Leading Innovation, Changing Lives, tendo recebido um prémio no valor de 10 mil euros. Contudo, este apoio financeiro, pois mais importante que seja, pois "pode significar a continuidade ou não da investigação", é uma parte do que os investigadores ganham.

De facto, e em declarações à Just News, não passa despercebida a paixão de Paula Martins de Jesus por um projeto que pretende ser "muito mais do que uma distinção de um trabalho". 

Trabalhos com “impacto real na vida dos doentes  e da sociedade”


E o que marca este prémio? "Além de terem de ser projetos inovadores diferenciados, com uma metodologia muito rigorosa, o que se pretende também é que esta investigação tenha um impacto real na vida dos doentes e da sociedade", afirma a responsável, acrescentando:

"Ou seja, nós estamos a premiar não apenas a inovação, a ideia investigacional, o método científico por detrás do prémio. O projeto terá que ter um impacto real. Não é suficiente o empenho em estudar algo, se depois a repercussão real é pequena ou não é operacional. Não. Um dos critérios tem de ser este impacto real na vida dos doentes e/ou da sociedade. É um dos elementos que o júri captura no prémio."



Mais investigação, "melhor resultado a nível assistencial"

De acordo com Paula Martins de Jesus, um outro elemento relevante é o facto do Prémio MSD Investigação em Saúde estar focado exclusivamente no apoio aos jovens médicos, mas de uma forma inclusiva.

Conforme explica, "é premissa para concorrer que os participantes sejam médicos internos da especialidade e que tenham no seu grupo ou equipa, o orientador de Internato." E qual o propósito? "Pretendemos que haja uma responsabilidade e envolvimento do seu orientador para que o médico tenha disponibilidade para fazer investigação. E esta é uma das premissas e vai acompanhar todo o processo. O seu tutor deverá ser parte da equipa de investigação."

Por outro lado, a convicção é que "quanto mais precocemente o médico interno for incentivado a investigar, mais se traduz no futuro em práticas muito positivas". Além da sua vertente assistencial, considera que "ser médico passa também por investigar e crescer, sabendo analisar, sabendo produzir ciência".

Para Paula Martins de Jesus, não há mesmo qualquer dúvida: "Acredito que os médicos que os que mais investigam, aqueles que mais próximos estão da ciência, que mais se atualizam, que mais querem procurar respostas, sem dúvida serão aqueles que melhor serviço podem prestar aos seus doentes." E sublinha: "A investigação em si é também uma forma de ter um melhor output, um melhor resultado a nível assistencial."


Paula Martins de Jesus: "MSD é sinónimo de ciência e nós queremos cada vez mais que a ciência e a investigação sejam o que nos guia."

Um júri que "vale realmente ouro"

Finalmente, Paula Martins de Jesus destaca o papel do júri. É certo que "todos têm doutoramento, são professores, e têm, portanto, uma longa experiência do que é a investigação", mas igualmente relevante é a sua "total disponibilidade e vontade em querer genuinamente apoiar os jovens médicos".

Esse acompanhamento não é prestado com o propósito de avaliar se tudo corre conforme planeado, "não é esse de todo o intuito", salienta. As reuniões que se realizam ao longo do ano de forma periódica visam, antes, possibilitar que "os ganhadores dos prémios apresentem ao júri o que já fizeram, as dificuldades que têm sentido e o júri apresenta sugestões de melhoria ou levanta questões".

Ou seja, o envolvimento do júri não termina com a entrega do prémio. Assim, além de "todo o acompanhamento anterior de votação e escolha do melhor trabalho, depois acompanham. Adicionam imenso valor e investem muito do seu tempo para ajudar este internos a avançarem. É um júri que vale realmente ouro." 

Esta mentoria estende-se mesmo aos outros candidatos: "Na reunião que realizamos em setembro há cinco finalistas, e todos têm possibilidade de discutir,´sem filtros`, o seu projeto de investigação com os nosso sete jurados de uma forma em que eles aprendem imenso e o feedback é sempre fantástico. É uma mas valia deste prémio."

E sublinha: "Queremos que os médicos internos gostem cada vez mais de fazer investigação e que encarem a investigação como parte indissociável de ser médico e, portanto, toda a ajuda que pudermos dar, com o apoio de pessoas muito experientes, e que os ajudam, é uma mais valia imensa."

Adianta ainda que, no início do próximo ano, será realizada uma nova reunião e reconhece estar com muita curiosidade em saber "como correu o trabalho de investigação do primeiro vencedor, porque deve estar já terminado".

Mas não só. Paula Martins de Jesus revela que "como o trabalho foi considerado tão interessante, essa médica conseguiu o apoio adicional de uma universidade inglesa para, juntamente com o valor do prémio, estar a fazer um doutoramento fora de Portugal." 

Quanto aos sete elementos do júri, podem ser conhecidos aqui.

Vencedor da 4.ª edição

O Prémio MSD Investigação em Saúde 2022 foi entregue ao projeto “Acuidade diagnóstica da ecografia digital pulmonar de bolso para definição etiológica e vigilância de complicações de pneumonia em crianças internadas”, um trabalho desenvolvido pelo Centro Materno Infantil do Norte, do Centro Hospitalar Universitário do Porto.

À semelhança dos vencedores de edições anteriores e mesmo dos outros finalistas, e tal como sublinhado por Paula Martins de Jesus, o projeto tem um foco claro na resolução prática um problema muito concreto: A equipa pretende estudar a utilização e eficácia da ecografia pulmonar de bolso no diagnóstico de pneumonia, reduzindo a utilização indevida de antibióticos.

E quanto ao futuro do Prémio MSD Investigação em Saúde? "Vamos ter agora a reunião de encerramento com o júri, que fazemos sempre no final do ano e onde tentamos perceber o que correu bem e o que correu menos bem... e já estamos a pensar no próximo ano, a pensar no tema da conferência do próximo ano", afirma Paula Martins de Jesus, acrescentando:

"A MSD é sinónimo de ciência e nós queremos cada vez mais que a ciência e a investigação sejam o que nos guia. E, portanto, todo o apoio que pudermos dar aos profissionais de saúde que se dedicam à investigação tem que ser dado. Cabe-nos a nós também esse papel. E assumimos esse compromisso!"  




Distribuída nos hospitais públicos e outras entidades de saúde, esta publicação da Just News tem como missão valorizar o SNS e os seus profissionais, através da partilha de boas práticas e de projetos de excelência.

 

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