Preservar a fertilidade «sobretudo se a doença oncológica ocorre na infância e adolescência»

O Serviço de Medicina da Reprodução do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) vai realizar, dia 18 de novembro, em parceria com o Serviço de Oncologia Pediátrica, um evento intitulado "Está na hora de falarmos da tua fertilidade - Os desafios da oncofertilidade pediátrica".

Dirigido a especialistas e internos de Ginecologia e Obstetrícia, Pediatria, Hematologia e Oncologia, o workshop decorrerá entre as 14h e as 18h, no auditório do Hospital Pediátrico-CHUC.



Teresa Almeida Santos, presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina da Reprodução (SPMR) e diretora do Serviço de Medicina da Reprodução, abordará o tema "Risco de falência ovárica prematura - uma indicação para agir?". Antes da sessão de encerramento irá ainda explicar a importância dos "cinco anos de atividade clínica, de investigação e de educação" do Centro de Preservação da Fertidade, cuja coordenação está a seu cargo. 

Com a participação de especialistas de diversas áreas, estarão em discussão temas como "Desafios éticos inerentes à preservação de gâmetas e tecido germinal de menores", "´Porque é que vamos falar da minha fertilidade?`- O impacto dos tratamentos oncológicos na fertilidade futura" ou "´Mas será mesmo importante? Estou confuso(a)` - A importância do apoio psicológico no processo de tomada de decisão relativa à preservação da fertilidade".



Equipa multidisciplicar e apoio psicológico na gestão das emoções

Segundo a Comissão Organizadora, os recentes avanços no tratamento do cancro, bem como das técnicas de procriação medicamente assistida, possibilitam "uma nova abordagem do doente oncológico, numa perspetiva de bem-estar e de qualidade de vida futura". Assim, a preservação da fertilidade "ocupa um lugar de destaque sobretudo se a doença oncológica ocorre na infância e adolescência". 

É também sublinhado que existem, atualmente, um conjunto de técnicas para preservação da fertilidade em ambos os sexos, "sendo essencial um esclarecimento adequado, para que o doente, pais ou outros representantes legais possam optar de uma forma esclarecida e em tempo útil".

Nesse sentido, uma equipa multidisciplinar que envolva "pediatras, oncologistas, hematologistas, ginecologistas e especialistas em medicina da reprodução é essencial, salientando-se a importância de um suporte psicológico que permita gerir as emoções e o processo de tomada de decisão".

Para mais informações e efetuar a inscrição: oncofertilidade2016@gmail.com 
O programa completo pode ser consultado aqui.

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