Presidente do Instituto Português de Reumatologia garante «tratamentos de alta qualidade»

Apesar da redução de 10% no financiamento, os doentes do Instituto Português de Reumatologia (IPR) continuam a receber “tratamentos de alta qualidade”, referiu José Vaz Patto, presidente do instituto, na cerimónia de abertura das XXII Jornadas Internacionais do IPR. O evento, que decorre na FIL, reúne reumatologistas, médicos de família, enfermeiros e internos.

José Vaz Patto deixou ainda um alerta: “Não se pense que conseguimos milagres, é importante ter o apoio de todos, sociedade civil, Estado, mecenas e empresas para que a qualidade na prestação de cuidados continue a ser garantida.” O presidente do IPR destacou o papel de relevo da Medicina Física e de Reabilitação do instituto e convidou todos os participantes no evento a visitarem o novo Centro de Fisioterapia na Quinta das Conchas, no Lumiar.

Helena Santos, presidente das jornadas, frisou “a importância do Hospital de Dia na administração de terapêuticas biotecnológicas e o bom trabalho prestado aos utentes nas várias valências do IPR”. No seu entender, o instituto tem acompanhado os vários avanços que se têm feito sentir na Reumatologia nos últimos anos, quer ao nível dos meios complementares de diagnóstico como das terapêuticas.

A responsável destacou também o trabalho desenvolvido em termos de investigação, nomeadamente na Unidade de Ensaios Clínicos do IPR, “das que mais contribui para o Reuma.pt”. Um trabalho essencial, na sua opinião, que “permite encontrar terapêuticas inovadoras que melhoram o bem-estar dos doentes”.

João Eurico Fonseca, presidente da SPR - Sociedade Portuguesa de Reumatologia, também esteve presente e destacou “o impacto positivo das jornadas na formação de médicos de MGF e internos”, relembrando o tempo em que ainda era interno. “Participei sempre com trabalhos e via neste encontro uma forma de conhecer melhor as inovações nesta área da saúde”.

O facto de o evento se destinar aos mais variados profissionais, face ao seu caráter multidisciplinar, “é uma grande vantagem porque, além de se aprender, trocam-se experiências e conhecimentos”.  

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