Prevenção das doenças cardiovasculares: SPC celebra 10.º aniversário da revista «Factores de Risco»

O Museu da Eletricidade, em Lisboa, foi o local escolhido para assinalar o 10.º aniversário da revista Factores de Risco, uma publicação da Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC). Além dos momentos de reflexão, houve tempo para alguns passos de dança num momento em que Teresa Gomes Mota, a editora, relembrou o enfoque multidisciplinar de uma publicação que marca a prevenção cardiovascular em Portugal.



A médica Teresa Gomes Mota é a editora da revista Factores de Risco desde 2014, tendo sucedido ao cardiologista Carlos Perdigão. O balanço de 10 anos é positivo, destacando-se a mensagem-chave dos 42 números até agora publicados: “A prevenção implica, simultaneamente, todos e cada um de nós”, como frisou a médica.

Para aquela cardiologista, a Factores de Risco tem tido um papel fundamental na consciencialização e no conhecimento dos conceitos associados à área da prevenção cardiovascular. E recordou a melhoria sentida na mortalidade por doenças cardiovasculares nos últimos anos:

“Hoje em dia, morre-se menos deste tipo de patologias porque, além das melhorias no acesso aos serviços de saúde, há uma otimização dos meios de diagnóstico e tratamento e também se consegue prevenir e controlar melhor os fatores de risco.”



A esperança média de vida tem assim aumentado, mas, segundo Teresa Gomes Mota, existem novos desafios: “Os fatores de risco são mais controláveis, mas as doenças que aumentam o risco cardiovascular continuam a existir e são crónicas, como a diabetes, a dislipidemia, a hipertensão ou a obesidade.”

Nesse sentido, como mencionou, “temos mais esperança de vida, mas também mais doentes crónicos, o que implica uma intervenção cada vez mais multidisciplinar na prevenção cardiovascular”. E acrescentou: “Com os mais idosos surgem também outros fatores, como a polimedicação e as multipatologias, além da fragilidade.” A especialista apontou ainda o caso dos sobreviventes de cancro e quem sofre de insuficiência cardíaca, “a doença de fim de linha”.



Carlos Perdigão, o cardiologista que deu vida à primeira edição da revista, também falou dos tempos em que se pensou no projeto. “Com a Declaração de Luxemburgo, a Sociedade Europeia de Cardiologia estimulou todas as sociedades de Cardiologia, a nível nacional, a apostarem mais na prevenção cardiovascular.”

A Sociedade Portuguesa de Cardiologia aceitou o desafio e uma das iniciativas consistiu no lançamento da Factores de Risco. “Logo no primeiro número era visível que a comunidade científica estava a olhar de forma mais transversal para a prevenção das doenças cardiovasculares e como era importante trabalhar de forma multidisciplinar.”


Teresa Gomes Mota, Miguel Mendes e Carlos Perdigão.

No seu entender, ao longo destes 10 anos, a revista fez “uma caminhada sólida, adaptando-se às necessidades sentidas, refrescando o grafismo, alargando-se a novos setores científicos e disciplinares”.

A comemoração dos 10 anos da Fatores de Risco contou com a presença de várias personalidades da saúde, como Miguel Mendes, presidente da SPC, José Manuel Silva, bastonário da Ordem dos Médicos, Manuel Carrageta, presidente da Fundação Portuguesa de Cardiologia, Fernando Pádua, presidente do Instituto Nacional de Cardiologia Preventiva, Rui Nogueira, presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, Polybio Serra e Silva, cardiologista, entre outros. 

Podem ser consultadas várias fotos do evento na Galeria de imagens da Just News.




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