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Projeto do Instituto de Medicina Molecular recebe financiamento de €100.000

O projeto de Bruno Vidal, investigador do Instituto de Medicina Molecular (IMM) da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, foi selecionado para um financiamento de €100.000 (cem mil euros), e é o grande vencedor da edição do 2014 ECTS/Amgen Bone Biology Fellowship.

O projeto tem por objetivo contribuir para uma doença frequente e muito debilitante através da identificação de mecanismos iniciais do colapso ósseo na artrite reumatóide (AR) e assim poder identificar novos alvos para desenvolvimento de futuros tratamentos, para uma condição clínica para a qual ainda não há uma resposta eficaz.

Para Bruno Vidal, a atribuição deste prémio “representa o reconhecimento do trabalho realizado pelo Laboratório João Eurico Fonseca no IMM ao longo dos últimos oito anos e permite que seja possível atingir os objetivos propostos que envolvem a inclusão de novas estratégias terapêuticas”.

A AR é uma doença auto-imune, inflamatória e crónica que afecta aproximadamente 1 por cento da população mundial. “As suas principais implicações ocorrem ao nível do osso, causando destruição articular e fratura, o que conduz a uma incapacidade laboral em mais de 50 por cento dos doentes ao fim de dez anos de doença”, refere o investigador, e sublinha: “É uma área de extrema importância científica, sendo cruciais o investimento e o reconhecimento para o seu avanço científico”.

Resultados anteriores de projetos de investigação realizados em modelos animais sugerem a existência de um efeito direto da inflamação nas propriedades mecânicas ósseas e do volume e organização de colagénio. O projeto a desenvolver coloca a hipótese de que os primeiros sinais relacionados com a fragilidade óssea são determinados por alterações precoces na organização do colagénio de tipo I capazes de interferir com as propriedades intrínsecas do tecido ósseo. São propriedades nano ósseas, independentes da arquitetura óssea total e diretamente dependentes da forma de interação entre as células ósseas, colagénio e cristais de cálcio.

O principal objetivo deste projeto de investigação é identificar numa fase muito precoce da AR, através de um modelo animal, as principais alterações na nano estrutura óssea. Além disso, a presença dessas modificações irá ser analisada na segunda fase da doença em amostras humanas de osso de doentes com AR. O estudo será realizado ao longo de 36 meses.

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