SPAIC leva jovens imunoalergologistas a centro de referência em asma grave em Milão

Duas dezenas de jovens imunoalergologistas portugueses vão ter a oportunidade de se deslocar a um centro internacional de investigação de referência na área da asma grave, o HUMANITAS Research Hospital and Faculty, em Milão. A ida acontecerá no âmbito de um programa de formação da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC), o Physalis Challenge.

Em declarações à Just News, Ana Morête, secretária-adjunta da SPAIC, explica que a iniciativa, que terá lugar entre 12 e 14 de julho, integrada no referido programa iniciado pela anterior Direção com o apoio logístico do Laboratóro A. Menarini Portugal, visa “contribuir para a formação especializada dos jovens imunoalergologistas e fomentar o convívio entre todos”.


Ana Morête

A imunoalergologista do Centro Hospitalar do Baixo Vouga conta que a atual Direção, que está neste momento a cumprir o terceiro ano do mandato, decidiu dar continuidade ao programa que é constituído por seis módulos a realizar durante os três anos (dois por ano).

Além dos módulos que se vão realizando em vários locais do país, que contam, em média, com um total de 40 participantes, a ideia é que no terceiro ano um dos dois módulos consista na ida de um conjunto de jovens imunoalergologistas a um centro internacional de referência no estudo de uma patologia específica (no primeiro programa de formação o local escolhido foi o Hospital Charité, em Berlim, e agora Milão).


Participantes do último módulo realizado

Este será o 5.º módulo, ao qual foi atribuída a designação de Physalis Golden Challenge, e terá como tema clínico “Asma grave” e não clínico “Investigação Clínica”. O critério usado na seleção dos 20 jovens foi o número de vezes em que participaram nos quatro módulos anteriores.

Deste modo, refere, “conseguimos proporcionar este momento de formação aos internos mais velhos que, entretanto, serão especialistas, porque os que vão entrando terão mais oportunidades”.

O grupo chegará ao centro italiano no dia 12 de julho depois de almoço e terá uma formação teórica nessa tarde e algumas sessões práticas centradas no estudo funcional respiratório. No dia seguinte serão feitas apresentações teóricas com componente prático.

O último dia será dedicado ao tema não clínico, especificamente à investigação clínica, em que se falará sobre a preparação e submissão de um artigo científico e será feita uma análise de como fazer revisões e publicações em jornais internacionais.

Ana Morête realça que o HUMANITAS Research Hospital and Faculty diferencia-se no estudo do diagnóstico e dos biomarcadores da asma grave e recorda que a ida a este centro foi conseguida através do contacto estabelecido com Giorgio Walter Canonica, diretor do Centro de Medicina Personalizada: Asma e Alergologia, da referida Universidade.

Programa aproxima internos de Imunoalergologia do país


A Batalha foi o palco escolhido para acolher o 4.º módulo do Physalis Challenge, que decorreu em novembro de 2018 e teve como tema clínico “Alergia a fármacos” e não clínico a “Gestão de projetos em saúde” e, segundo Ana Morête, foi “um sucesso”



Contou com a participação de Ibon Eguíluz-Gracia, de Malaga, um jovem especialista que presidente o grupo “Junior Members” da Academia Europeia de Alergologia e Imunologia Clínica (EAACI), e se dedica ao estudo de alergia a fármacos.

De acordo com Ana Morête, o convidado internacional esteve muito próximo dos jovens imunolergologistas portugueses e fez uma revisão” excecional” do tema da alergia a fármacos.

“Não há mais nenhuma especialidade que tenha a nossa experiência e conhecimento a tratar alergia a fármacos, a fazer o diagnóstico e dessensibilização”, afirma, sublinhando  que a participação de colegas internacionais é muito importante, "até para perceber que as formas de trabalhar lá fora que não são tão diferentes daquelas que se praticam em Portugal".

A apresentação do tema não clínico esteve a cargo de Carolina Santos, que deu a sua visão sobre a gestão de projetos em saúde.


Elementos impulsionadores do projeto de formação: Magna Correia, Ana Morête e João Fonseca (vice-presidente da SPAIC)

“Os jovens alergologistas são parte integrante do programa científico dos módulos. Colocamo-los a falar, a tratar de temas e no último dia de cada módulo têm a possibilidade de rever os temas teóricos e ouvir uma referência internacional a falar sobre o tema, a colocar questões e a formar-se network”, destaca.

A nossa entrevistada faz um balanço positivo não só do último módulo, mas dos anteriores. “Acho que tem corrido lindamente. Temos conseguido alcançar o que pretendíamos: aproximar os nossos internos que estão em diferentes locais de Portugal – Norte, Centro, Sul e Ilhas – para que tenham a consciência de que, estando no mesmo país, podemos fazer coisas diferentes igualmente bem. Além disso, eles podem conhecer-se e trabalhar em rede. “

O 6.º e último módulo deste programa de formação acontecerá em novembro, no Porto, e terá como tema clínico a rinite.


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