UCF da Diabetes do ACES Baixo Mondego: Via verde do pé diabético é a principal prioridade

A criação de uma via verde do pé diabético é o grande objetivo dos responsáveis pela UCFD do ACES Baixo Mondego. Tanto nos cuidados de saúde primários como nos hospitalares sabe-se que esta é a base para prevenir as amputações, principalmente as major.

Enquanto esta via verde não está estruturada e implementada oficialmente, os profissionais dos CSP e os hospitalares recorrem ao telefone como meio de ajuda. “A via verde é essencial, mas vamos já contactando uns com os outros, mesmo sem ser nas reuniões habituais da UCFD. Por exemplo, se tiver um caso de pé diabético complicado, que necessita de cuidados hospitalares urgentes, contacto com os colegas e consegue dar-se resposta de forma mais célere”, conta Isabel Bispo, médica na USF Briosa e coordenadora da UCFD do ACES Baixo Mondego.

A UCFD, que nasceu em 14 de novembro de 2013, engloba uma região bastante vasta, que inclui o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) e o Hospital Distrital da Figueira da Foz.



As amputações começam a ser prevenidas nos CSP

Prevenção da diabetes e tratamento e referenciação do pé diabético são os dois principais pilares destes primeiros tempos da UCDF. Já havia trabalho feito, mas a UCFD veio dar um “empurrão”. “As sessões de educação para a saúde sempre fizeram parte do nosso trabalho, como profissionais de CSP, mas com a UCFD também contamos com a participação, tão importante, dos hospitais”, salienta Isabel Bispo.

A coordenadora realça ainda que o pé diabético “não estava esquecido antes do modelo UCFD”, contudo, a criação deste modelo permite agilizar a implementação de consultas de pé diabético nos CSP.

“Atualmente, temos a consulta da USF Briosa – que ainda vai mudar de espaço –, a da USF Buarcos e a do Hospital Distrital da Figueira da Foz. Existe ainda a do CHUC, que vai ser reestruturada e ampliada.”

Para Isabel Bispo, as amputações são o problema mais grave, que pode ser controlado nos CSP, existindo as devidas condições. “Para esta consulta, é preciso ter pessoas especializadas, mas também micromotores e todo o material necessário, para que se consiga prestar cuidados de qualidade.”



A reportagem completa pode ser lida na edição de julho do Jornal Médico dos Cuidados de Saúde Primários. Além de Isabel Bispo, a Just News ouviu a opinião de vários intervenientes da UCFD do ACES Baixo Mondego.

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