«Um olhar anti-estigma» sobre a doença mental: Fórum dedicado à importância e aos direitos da família

Além da abordagem da Psicologia Clínica, Enfermagem em Saúde Mental e Psiquiatria e da Medicina Geral e Familiar, o Fórum de Saúde Mental, que se realiza amanhã, conta também com oradores que darão outras perspetivas. É o caso de Joaquina Castelão, presidente da Direção da FamiliarMente - Federação Portuguesa das Associações de Pessoas com Experiência de Doença Mental.

O evento, promovido pela Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados de Mêda, através das enfermeiras Lúcia Casimiro e Marisa Coelho, realiza-se na Casa Municipal da Cultura, estando subordinada ao tema: "Um olhar anti-estigma".

Da parte da manhã realizam-se duas mesas redondas, onde estarão em discussão questões relacionadas com a proteção familiar no seio da comunidade, os direitos e interesses das famílias na doença mental, o papel e especificidades dos cuidados a prestar no âmbito da saúde mental, havendo ainda espaço para o testemunho de um familiar.

Após o almoço, Catarina Coelho, psicóloga clínica, irá proferir a palestra "A família está em crise". Já a intervenção de António Cardoso Ferreira, médico de família, incidirá sobre "a família enquanto espaço dinâmico fundamental na construção de comportamentos saudáveis, com afeto, liberdade, responsabilidade, entreajuda e alegria".




O I Encontro Internacional da FamiliarMente, que decorreu o ano passado, foi dedicado exatamente ao tema: “O papel e a importância da família na doença mental”. Para Joaquina Castelão, “os familiares cuidadores de pessoas com experiência de doença mental estabelecem uma relação emocional muito forte, que se pode tornar muito desgastante e fonte de angústia e de dor”.  

De acordo com a responsável, é necessário dar mais apoio a estas famílias, “para se evitar as situações de esgotamento ou outras doenças, quer sejam físicas, psíquicas ou emocionais”, alertando para o facto de que que, “em pleno século XXI, a realidade é nua e crua, continua-se sem apoio especializado”.  

Constituída por associações das famílias e cuidadores informais de pessoas com experiência de doença mental em março de 2015, a Familiarmente tem, como principal objetivo, "a defesa dos direitos das famílias de pessoas com experiência de doença mental, bem como promover e pronunciar-se sobre medidas que visem o apoio e acompanhamento das famílias e das pessoas com experiência de doença mental".

Contacto: marisa.coelho@ulsguarda.min-saude.pt
A inscrição é gratuita.




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