Processo de contratualização nas USF para 2015 com constrangimentos «graves»

Estamos no final de 2014 e os resultados das unidades de saúde familiares (USF) de 2013 ainda não estão apurados, o que resulta que haja regiões do país onde os enfermeiros e os secretários clínicos ainda não receberam os incentivos financeiros. O alerta foi dado por Bernardo Vilas Boas, presidente da Direção da USF-AN, no âmbito do 3.º Encontro de Outono das USF.

Segundo o representante da associação que representa as USF, este é um dos fatores que está a limitar o processo de contratualização para 2015, mas há mais dois constrangimentos “graves”. Um deles é o facto de, durante meses, ter havido uma falha informática que levou a que, durante algum tempo, as equipas não tivessem acesso ao grau de cumprimento dos indicadores.

A outra limitação prende-se com o facto de a contratualização de 2014 ter sido, de alguma forma, “viciada pela imposição de metas demasiado elevadas que foram criadas pela ACSS e que foram depois interpretadas pelas ARS a nível regional e pelos agrupamentos de centros de saúde como algo a que tinham de obedecer”.

“Este processo está em discussão e tem levado a recorrer à intervenção das equipas regionais de acompanhamento, tendo sido motivo de debate no 3.º Encontro de Outono das USF, não só na perspetiva de fazer um balanço da contratualização de 2014 como de melhorar e evitar esses constrangimentos para 2015, e de fazer com que todo o processo de contratualização seja cada vez mais um compromisso social e corresponda a resultados e ganhos em saúde”, mencionou Bernardo Vilas Boas.


Podem ser consultadas mais fotografias do 3.º Encontro de Outono das USF aqui.

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