USF Ramada: «Excelência nos Cuidados» a uma população muito jovem e multicultural

Prestar cuidados de proximidade que envolvam a família e a comunidade é o objetivo global da USF Ramada, do ACES Loures/Odivelas. A unidade, coordenada por Luís Martins, surgiu do sonho de uma equipa que acredita no modelo USF e, como abrange uma população muito jovem e multicultural, aposta em determinadas valências, como a Consulta de Terapia Familiar.

Tendo como lema: “Excelência nos Cuidados, Proximidade na Saúde”, a USF Ramada é tema de reportagem no Jornal Médico de outubro, publicado pela Just News.

Situada perto de Lisboa, no concelho de Odivelas, a unidade encontra-se numa região com muitos jovens, mas também com uma população mais idosa, com vários problemas socioeconómicos.

A pensar nesta realidade e no facto de a Ramada ser a única freguesia a não ter uma unidade de saúde, Luís Martins e a sua equipa sonharam em criar uma USF. “Viemos todos dos centros de saúde da Póvoa de Santo Adrião, Odivelas e Pontinha e tínhamos em comum o ‘bichinho’ do modelo USF, que permite prestar cuidados de melhor qualidade, com outro tipo de organização”, recorda Luís Martins.

E o sonho tornou-se realidade. Em dezembro de 2010, a USF Ramada nasceu e logo em janeiro de 2013 passou a modelo B. Os serviços prestados assentam sobretudo no apoio ao utente, à sua família e à comunidade. “Acreditamos que o ambiente envolvente tem um papel significativo na prestação de cuidados. Se tenho um utente com vários problemas socioeconómicos, não me posso cingir apenas a tratar a sua doença.”



Na USF Ramada são prestados cuidados a utentes de 38 nacionalidades. Inevitavelmente, há várias minorias que se destacam, "como a brasileira, a angolana e a ucraniana.” Diferentes idiomas e costumes que exigem uma intervenção de proximidade e adequada ao perfil de cada utente/comunidade. “É inevitável esta associação entre indivíduo/família/comunidade perante uma população tão heterogénea”, frisa Luís Martins, acrescentando que “também aqui temos muitos utentes muçulmanos, já que Odivelas tem uma mesquita.”

Em termos sociodemográficos, a maioria tem o 12.º ano de escolaridade e existe uma mistura entre as classes média e baixa. Como a maioria está ativa, existe uma consulta pós-laboral, para se poder dar resposta a todos os utentes.

Todas as grávidas recebem uma equipa em casa após o parto

A interlocutora da Enfermagem é Isabel Ribeiro, que também está na equipa desde o início. No total, são nove enfermeiras que "têm uma lista de utentes que acompanham ao longo da vida, tal como já era habitual com o médico de família". Na sua opinião, "é muito gratificante saber que as pessoas já se vão apercebendo que têm um enfermeiro de família e que perguntam por ele quando está de férias ou doente...”

Isabel Ribeiro explica que "temos vários projetos que contribuem para a prestação de melhores cuidados e para se prevenir situações de risco ou determinadas patologias.” Entre estas valências está a preparação para o parto, que acontece mesmo na USF, e o pós-parto, bem como as consultas de Diabetes, Hipertensão, Saúde Materna, Rastreio Oncológico, Intervenção Precoce (que atua em crianças até aos seis anos com problemas de desenvolvimento físico e/ou psicológico), Doenças Respiratórias e Saúde Mental.

“Existe ainda a componente de apoio domiciliário a pessoas dependentes, mas também no pós-parto. Todas as grávidas recebem uma equipa em casa após o parto, sendo o teste do pezinho feito, muitas vezes, no domicílio.” No futuro, espera que a figura de enfermeiro de família seja reconhecida como tal a nível do Ministério da Saúde e que a USF Ramada receba a acreditação.





A reportagem completa sobre a USF Ramada, com declarações também de outros profissionais (Paula Fernandes, médica de família e terapeuta familiar, Lurdes Lopes, interlocutora dos secretários clínicos da USF Ramada) pode ser lida na edição de outubro do Jornal Médico, publicado pela Just News.










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