Jornal do Dia Mundial da Luta Contra a SIDA

A propósito do Dia Mundial da Luta Contra a SIDA, assinalado a 1 de dezembro, foi distribuído aos clientes dos hipermercados Jumbo, por todo o país, um jornal informativo sobre a doença. A iniciativa teve o apoio da Associação Portuguesa para o Estudo Clínico da SIDA (APECS) e do próprio Grupo Auchan (Jumbo) e o patrocínio da ViiV Healthcare.



Segundo Joaquim Oliveira, presidente da APECS, o grupo dos homens que têm sexo com homens foi o único onde o número de novos casos não diminuiu na mesma proporção que nas outras categorias de risco, particularmente em indivíduos mais jovens. Isto significa que, eventualmente, “este grupo terá descurado as medidas preventivas”, sendo necessárias “intervenções mais eficazes”.

A população heterossexual é, de acordo com Joaquim Oliveira, aquela que é mais difícil de sensibilizar para a questão da prevenção do VIH/SIDA, particularmente os menos jovens que, “eventualmente, não sentem que é um problema deles“.

Luís Trindade, assistente hospitalar graduado do Serviço de Doenças Infeciosas do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, colaborou também nesta ação, prestando vários esclarecimentos. Sublinha, por ex, que a evolução da infeção por VIH pode, atualmente, ser modificada pelo tratamento com os fármacos antirretrovirais, podendo nunca chegar a uma fase sintomática da doença.

Relativamente ao tratamento do VIH, os esclarecimentos no jornal são prestados por Teresa Branco, especialista em Medicina Interna do Serviço de Infeciologia do Hospital Fernando da Fonseca (Amadora). 

A infeciologista afirma, nomeadamente, que, com a evolução científica, foi possível, por um lado, “ criar fármacos mais fáceis de tomar e com menos efeitos acessórios” e, por outro, “simplificar a terapêutica, juntando num só comprimido vários antirretrovirais”. No entanto, “é fundamental que a pessoa cumpra, com muito rigor, as indicações não só em relação a não falhar nenhuma toma como a cumprir as restrições alimentares e a não utilizar outros medicamentos que possam interferir com os antirretrovirais, reduzindo a sua eficácia”.

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