Jornal Médico 30 - novembro 2015

O Programa Nacional de Vacinação, criado há 50 anos, foi tão bem sucedido que fez desaparecer as principais doenças que atormentavam os portugueses. Mas fez também com que as pessoas perdessem o medo. “Não podemos deixar que o Programa seja vítima do seu próprio sucesso”, defende Graça Freitas, subdiretora-geral da Saúde, em entrevista à Just News.



Entre diversos temas abordados, Graça Freitas é questionada sobre os movimentos contra a vacinação e a forma como a DGS está a acompanhar este fenómeno. Na sua opinião, "se durante um ano ou dois não vacinarmos o que devemos, basta importarmos um caso para podermos ter um surto. Vivemos hoje numa aldeia global. Nós não temos sarampo selvagem em Portugal, mas basta uma pessoa infetada contactar com alguém que não está vacinado para haver um caso."

Sublinha que existem razões diferentes para os países vacinarem ou não vacinarem e explica: "Há, por exemplo, os que usam umas vacinas e não outras por razões filosóficas ou religiosas que têm que ser respeitadas. Outra coisa são as novas hesitações. Na altura da poliomielite, as nossas mães viviam apavoradas com a doença. Obviamente, quando apareceu uma vacina, foi um milagre e as pessoas não andavam a perguntar se era segura, se iam ficar com uma reação à vacina. Não queriam era ter paralisia, ponto final!"

Imprimir